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domingo, fevereiro 22, 2026

Ações da Alpargatas caem após polêmica com Havaianas

Ações da Alpargatas caem após polêmica com Havaianas

Ações da Alpargatas caem após polêmica com Havaianas – Nos últimos dois pregões da B3, os papéis preferenciais da Alpargatas (ALPA4) acumulam forte recuo, refletindo a repercussão negativa da nova campanha publicitária da Havaianas, protagonizada pela atriz Fernanda Torres.

Apesar de a empresa afirmar que o vídeo mantém o posicionamento “leve e irreverente” da marca, parte do público criticou o tom da peça, e o descontentamento chegou rapidamente ao mercado financeiro.

Entenda a controvérsia

Divulgada nas redes sociais, a campanha traz Fernanda Torres narrando situações cotidianas com uma linguagem considerada ofensiva por alguns consumidores. Em meio a comentários de boicote, influenciadores usaram hashtags pedindo o cancelamento da marca.

A resposta oficial da Havaianas destacou que a peça não pretende ofender, mas a pressão continuou e o vídeo foi retirado do ar na plataforma principal nesta semana.

Impacto no mercado financeiro

O primeiro reflexo apareceu no pregão seguinte à explosão da polêmica: ALPA4 encerrou a sessão em queda de 6,8 %. No dia seguinte, recuou mais 3,1 %, reduzindo cerca de R$ 900 milhões em valor de mercado.

Analistas apontam que o impacto de imagem pode se traduzir em menor volume de vendas no curto prazo. O setor calçadista já enfrenta desafios de demanda: a produção de calçados no país caiu 2,3 % no acumulado do ano, segundo dados do IBGE.

Para conter danos, a Alpargatas informou que reforçará pesquisas de percepção de marca antes de futuras campanhas e que segue comprometida com o guidance divulgado ao mercado.

Embora instituições como Bradesco BBA e XP mantenham recomendação neutra, relatórios recentes citam “risco reputacional adicional” no curto prazo, sugerindo cautela até que a repercussão se dissipe e o desempenho de vendas do fim de ano confirme possíveis efeitos.

Investidores também aguardam a divulgação do balanço trimestral, prevista para novembro, que deve trazer números de sell-out após a polêmica e indicar se ajustes de provisionamento serão necessários.

Neste momento, analistas lembram que reputação influencia decisão de compra de itens de consumo rápido, um fator que pode ser decisivo em marcas de vestuário e acessórios.

Para se proteger de oscilações abruptas, especialistas recomendam diversificar a carteira e acompanhar atentos os movimentos de governança corporativa da companhia.

No fim do pregão de quinta-feira, ALPA4 era negociada a R$ 7,65, menor valor desde junho.

Para outras análises sobre o mercado corporativo e acontecimentos globais, acompanhe nossa editoria de Mundo.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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