Paralisação da Polícia Civil de PE será em 4 de fevereiro
Paralisação da Polícia Civil de PE – Policiais civis ativos, aposentados e recém-nomeados definiram, em assembleia realizada após caminhada pelo centro do Recife na última terça-feira (27), que farão uma paralisação de 24 horas em 4 de fevereiro.
A categoria também marcou nova passeata para 11 de fevereiro e não descarta decretar greve caso o governo estadual não abra negociação imediata.
Mobilização e reivindicações
O ato começou na sede do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol-PE) e percorreu as avenidas Cruz Cabugá e Conde da Boa Vista, além da Rua da Aurora, até o Palácio do Campo das Princesas. Durante o percurso, cartazes exigiam cumprimento da jornada de 40 horas, plano de cargos e salários e melhores condições de trabalho.
Em condições precárias, delegacias do Interior operam sem água potável nem material básico, denunciou o Sinpol. Segundo levantamento da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, o estado possui 189 unidades de Polícia Civil, muitas instaladas em prédios alugados e sem manutenção permanente.
Calendário de pressão
Na assembleia, foram aprovadas quatro medidas: paralisação em 4/2; nova passeata em 11/2, às 15h; pedido de agenda com a governadora a partir de 5/2; e entrega coletiva do PJES, prevista para março.
Para o presidente do Sinpol-PE, Áureo Cisneiros, “valorização é estrutura e carreira”. Ele afirma que Pernambuco segue entre os piores salários do país, com média inferior a R$ 5 mil mensais, enquanto a média nacional ultrapassa R$ 9 mil, de acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Aureo acrescentou que a instituição, com mais de 200 anos, “não pode ser desmoralizada nem usada em disputas políticas”. A categoria promete manter a pressão até que decisões judiciais sobre a carga horária sejam plenamente executadas.
No encerramento do ato, líderes sindicais alertaram que investigações sensíveis podem ser comprometidas pela falta de efetivo e de recursos de tecnologia, frisando que a população também é prejudicada pela demora no registro de ocorrências.
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