Lula lembra vítimas do Holocausto e condena autoritarismo
Lula lembra vítimas do Holocausto e condena autoritarismo – Na última terça-feira (27), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou uma nota nas redes sociais para marcar o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.
O texto ressalta a necessidade de recordar “os horrores que a humanidade é capaz de cometer contra o próprio ser humano” e alerta que regimes autoritários, discursos de ódio e preconceito foram peças-chave da tragédia nazista.
Data foi oficializada com apoio brasileiro
Lula recordou que, em 2004, durante encontro com Israel Singer, do Congresso Judaico Mundial, assinou uma petição enviada à Organização das Nações Unidas (ONU) para formalizar o 27 de janeiro como dia de memória.
A escolha faz referência à libertação do campo de concentração de Auschwitz em 1945, marco que expôs ao mundo as violações nazistas. Desde então, a ONU mantém programação anual de homenagens e debates sobre direitos humanos voltados à não repetição.
Alerta contra o avanço do extremismo
Na mensagem, o presidente reforçou que a lembrança das vítimas deve servir como defesa permanente da democracia. Ele sublinhou a importância das instituições no combate a manifestações de intolerância étnica ou religiosa.
Relatórios recentes da própria ONU indicam aumento de 23% nos crimes de ódio antijudaico em diversos países na última década, demonstrando a atualidade do tema e a urgência de políticas preventivas.

“É um dia de defender os direitos humanos, a convivência pacífica e as instituições democráticas, fundamentos de um mundo mais justo para as próximas gerações”, concluiu Lula, reiterando solidariedade às famílias de milhões de vítimas judias, ciganas, polonesas, pessoas LGBTQIA+, pessoas com deficiência e opositores políticos perseguidos entre 1939 e 1945.
No Brasil, entidades civis e escolas costumam promover atividades de conscientização durante a semana de 27 de janeiro, reforçando lições históricas sobre tolerância e pluralidade.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil