Deputados reagem à investigação sobre secretário do Recife
Investigação sobre secretário do Recife – Na última segunda-feira (26 de janeiro), deputados estaduais de diferentes bancadas se pronunciaram após vir a público que a Polícia Civil de Pernambuco apura denúncias contra Gustavo Monteiro, titular da Articulação Política e Social da Prefeitura do Recife.
Enquanto governistas defendem a legalidade do procedimento, oposicionistas enxergam possível uso político da corporação, acirrando o debate na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
Oposição denuncia suposta “espionagem”
O presidente da Alepe, Álvaro Porto (PSDB), classificou como “gravíssima” a utilização de agentes públicos para, segundo ele, “bisbilhotar” adversários. Já Dani Portela (PSOL) associou o caso a práticas da ditadura, afirmando que o monitoramento, sem ordem judicial, “fere a Constituição”.
Especialistas alertam que investigações sem autorização judicial podem configurar violação de sigilo, conforme princípios descritos pela Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, órgão responsável por normatizar a atividade policial no Estado.
Base aliada sustenta legalidade da apuração
Do lado governista, Socorro Pimentel (União) pediu respeito à Polícia Civil e negou qualquer ataque à democracia. Débora Almeida (PSDB) reforçou que “deixar de investigar denúncias graves seria prevaricação”, defendendo que o inquérito segue parâmetros técnicos.

Levantamento da própria SDS-PE indica que, em 2023, mais de 3,4 mil inquéritos por corrupção foram instaurados no Estado, demonstrando rotina de apurações envolvendo agentes públicos.
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