Robinho acusado de estupro na Espanha: caso esquecido
Robinho acusado de estupro – Muito antes de começar a cumprir a pena de nove anos de prisão por violência sexual na Itália, o ex-atacante da Seleção Brasileira já enfrentava outra denúncia grave na Europa.
Em 2009, quando defendia o Manchester City, Robinho foi detido pela polícia britânica após uma jovem acusá-lo de estupro em uma boate de Leeds, norte da Inglaterra. Na época, o atleta pagou fiança, negou o crime e foi liberado para responder em liberdade. O caso acabou arquivado meses depois por falta de provas, mas permanece como um registro importante do histórico do jogador.
Entenda o episódio de 2009
Segundo registros da West Yorkshire Police, a suposta agressão ocorreu em 14 de janeiro de 2009, durante uma folga do elenco do City. O clube confirmou que acompanhou o camisa 10 até a delegacia, onde ele prestou depoimento e foi liberado em seguida.
Diferentemente do crime que resultou na condenação definitiva na Itália, a investigação inglesa não avançou para processo judicial. Mesmo assim, especialistas em direito esportivo lembram que denúncias reiteradas podem influenciar contratos e a imagem pública dos atletas. Estatísticas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que apenas 11% dos casos de violência sexual no Brasil chegam a julgamento, ilustrando a dificuldade de reunir provas robustas também em outros países.
Condenação na Itália e prisão no Brasil
Quatro anos após o episódio inglês, em 2013, Robinho voltou a ser investigado — desta vez em Milão — por participação no estupro coletivo de uma jovem albanesa. O processo tramitou até 2022, quando a Justiça italiana confirmou a sentença de nove anos.
Sem possibilidade de extradição, a Itália solicitou o cumprimento da pena no Brasil. Em março de 2024, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) homologou a decisão, e o ex-jogador foi transferido para a Penitenciária de Tremembé (SP), onde completará 42 anos de idade em 25 de janeiro.

O caso reabre o debate sobre violência contra a mulher envolvendo figuras públicas e reforça a importância de denúncias imediatas e investigação qualificada.
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Crédito da imagem: Divulgação