Jovem cria bomba eólica reciclável e vence prêmios globais
Jovem cria bomba eólica reciclável e vence prêmios globais – Em Recife, o estudante Lucas Figueiredo, de 14 anos, desenvolveu uma bomba d’água movida a energia eólica feita com materiais reaproveitados, capaz de levar água a comunidades que vivem em regiões de seca prolongada.
A invenção, que começou em uma feira de ciências escolar, já rendeu medalha de ouro na International Greenwich Olympiad, em Londres, participação confirmada na Milset Expo-Sciences International de 2025, além de prêmios nacionais.
Como funciona o equipamento
A bomba utiliza uma hélice semelhante à de um ventilador para captar o vento. O giro aciona um compressor, que injeta ar por uma mangueira até uma bomba submersa. A pressão acumulada empurra a água para cima, dispensando energia elétrica e reduzindo custos.
Segundo o estudante, cada peça foi pensada para ser reproduzida com sucata ou componentes de baixo valor. O protótipo mais recente consegue bombear água a alturas superiores a dois metros, suficiente para encher reservatórios pequenos usados por famílias de agricultura de subsistência.
Impacto social e apoio técnico
Com olhos voltados ao Agreste pernambucano, Lucas testou o projeto em Bom Jardim e colheu depoimentos de agricultores sobre a dificuldade de irrigação na estiagem. O próximo passo, orientado por especialistas da Poli-UPE, envolve substituir adaptações provisórias por peças projetadas especificamente para o sistema, aumentando a vazão e a durabilidade.
O desempenho escolar que permitiu o avanço do projeto coincide com a melhora do ensino fundamental pernambucano. De acordo com dados do Ideb 2023, o estado obteve índice 5,2 nessa etapa, acima da média nacional (5,0), resultado atribuído a programas de incentivo à ciência e à inovação nas escolas.
Próximas metas
Com o apoio do tio engenheiro e de professores, Lucas trabalha em um novo compressor e em uma hélice mais leve, além de uma válvula desenvolvida para reduzir perdas de pressão. A meta é instalar o modelo final em propriedades de Bom Jardim ainda neste semestre e, depois, buscar parcerias para produção em escala.

Os testes finais incluirão medições de vazão, resistência dos materiais e adaptação a velocidades de vento típicas do interior do estado. O jovem inventor também pretende registrar a patente para facilitar a atração de investidores sem perder o caráter social do projeto.
No fim das contas, a solução criada em sala de aula pode se transformar em tecnologia sustentável de impacto regional, unindo ciência, educação e responsabilidade ambiental.
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Crédito da imagem: Divulgação