Ucrânia pronta para reunião de paz, afirma Zelensky
Ucrânia pronta para reunião de paz – O presidente Volodymyr Zelensky declarou que o país está preparado para avançar na próxima rodada de negociações em Abu Dhabi, prevista para acontecer já na semana que vem, desde que as demais partes sinalizem a mesma disposição.
Segundo o líder ucraniano, os grupos militares que participam das conversas já listaram pontos técnicos que precisam de aval político, e todos os itens serão apresentados aos chefes de Estado antes da nova etapa diplomática.
Reuniões em Abu Dhabi definem próximos passos
As tratativas, mediadas pelos Estados Unidos, tiveram início na última sexta-feira na capital dos Emirados Árabes Unidos. Zelensky destacou que “cada aspecto das negociações foi relatado” e que a coordenação com os representantes internacionais segue contínua. Em post na rede social X, o presidente reforçou a importância da presença norte-americana no monitoramento do eventual acordo. A Organização das Nações Unidas acompanha o conflito e contabiliza milhares de vítimas civis desde 2022.
O mandatário revelou ainda que Washington sugeriu formatos para formalizar garantias de segurança e parâmetros de encerramento da guerra, tema central da próxima agenda.
Ataques russos elevam tensão
Nenhuma trégua foi observada no front. Durante a noite de sábado, a Rússia lançou mais de 375 drones e 21 mísseis contra regiões como Kyiv, Kharkiv, Sumy e Chernihiv, segundo as Forças Armadas ucranianas.
Na capital, uma pessoa morreu e outras quatro ficaram feridas; em Kharkiv, 27 civis necessitaram de atendimento médico. Hospitais, alojamentos de deslocados internos e prédios residenciais figuram entre as estruturas danificadas. Zelensky classificou os bombardeios como “inadmissíveis” e pediu aceleração no envio de defesas aéreas ao país.
Papel dos EUA e garantias de segurança
O presidente ressaltou que a “supervisão genuína” dos Estados Unidos é crucial para a credibilidade de qualquer pacto. Analistas de defesa lembram que a Casa Branca aprovou, em 2023, pacotes que somam mais de US$ 44 bilhões em ajuda militar e humanitária à Ucrânia, sinalizando um envolvimento prolongado.

Enquanto diplomatas desenham cláusulas de cessar-fogo, o governo ucraniano pressiona por compromissos concretos de reconstrução da infraestrutura energética — alvo frequente de mísseis que deixam cidades inteiras sem luz e aquecimento.
No momento, Kiev aposta na convergência de interesses entre EUA, União Europeia e Nações Unidas para viabilizar um documento que encerre o conflito e garanta mecanismos de fiscalização permanente.
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