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sexta-feira, fevereiro 20, 2026

Canadá simula invasão dos EUA em exercício militar

Canadá simula invasão dos EUA em exercício militar

Canadá simula invasão dos EUA em exercício militar – Em um estudo doutrinário divulgado recentemente, as Forças Armadas canadenses testaram como o país reagiria caso tropas norte-americanas cruzassem a fronteira em um conflito hipotético.

Embora a relação entre Ottawa e Washington seja descrita como uma das mais estáveis do mundo, o comando de Defesa do Canadá decidiu incluir esse “cenário extremo” na revisão de suas diretrizes estratégicas, algo inédito na história contemporânea dos dois países.

Por que o cenário foi incluído

A revisão doutrinária é periódica, mas desta vez incorporou tensões geopolíticas globais e o aumento da competição entre grandes potências. Segundo o documento, conhecer vulnerabilidades fronteiriças é essencial para garantir a soberania nacional, afirma o Departamento de Defesa Nacional do Canadá.

Analistas lembram que exercícios similares são comuns em forças militares de todo o mundo. No caso canadense, o objetivo foi treinar respostas de comando, logística e integração das três Forças, sem qualquer indicação de crise real com os Estados Unidos.

Detalhes da simulação e impactos

O jogo de guerra testou, por exemplo, como redistribuir tropas do Ártico para a fronteira sul e quais rotas de suprimento seriam prioritárias em 48 horas de conflito fictício. Especialistas em defesa destacam que a fronteira entre os dois países, com cerca de 9 mil quilômetros, é a mais extensa do planeta e inclui trechos de difícil vigilância, como florestas densas e regiões lacustres.

Dados do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS) mostram que o Canadá investe, proporcionalmente ao PIB, menos da metade do que os Estados Unidos destinam à defesa. Esse hiato de recursos explica parte da preocupação canadense em planejar cenários de assimetria militar extrema.

Apesar do caráter hipotético, o exercício gerou debates no Parlamento sobre a necessidade de ampliar o orçamento militar, sobretudo após a guerra na Ucrânia evidenciar a importância da prontidão defensiva em nações fronteiriças.

No Brasil, o Exército também conduz “jogos de guerra” voltados a hipóteses de defesa de fronteiras e proteção de recursos naturais, reforçando a prática internacional de planejar mesmo situações improváveis. Para acompanhar outras análises sobre política internacional, visite a editoria Mundo do Pernambuco Conectado.


Crédito da imagem: Divulgação

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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