Oposição pede impeachment de Ibaneis Rocha após caso Master
Oposição pede impeachment de Ibaneis Rocha após caso Master – Partidos no Distrito Federal protocolaram pedido de afastamento do governador, apontando possíveis crimes de responsabilidade ligados às operações entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master.
As siglas PSB-DF, Cidadania-DF e PSOL alegam que o Executivo local expôs recursos públicos a risco ao apoiar transações consideradas temerárias, sem transparência e com indícios de influência política.
Entenda as acusações
Segundo os pedidos, o BRB teria comprado títulos de baixa qualidade, criado dívidas fora do orçamento e negociado carteiras de crédito sem análise adequada.
Investigação da Polícia Federal aponta que cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras inexistentes foram repassados pelo Banco Master ao BRB, enquanto o governo do DF, acionista majoritário, acompanhava as negociações.
Impacto financeiro no banco público
Auditorias internas estimam rombo de até R$ 4 bilhões. Reportagens dos jornais Folha de S.Paulo e Valor Econômico revelam que o Banco Central exigiu provisão mínima de R$ 2,6 bilhões, valor ainda não confirmado oficialmente.
Entre 2024 e 2025, o BRB injetou R$ 16,7 bilhões no Master, montante que se tornou alvo de inquérito por gestão fraudulenta.
Defesa do governador
Ibaneis Rocha nega ter tratado do tema com o banqueiro Daniel Vorcaro e atribui toda a condução das operações ao então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, já demitido.
Em depoimento à imprensa, o governador admitiu encontros sociais com Vorcaro, mas afirmou que “entrou mudo e saiu calado” sobre assuntos bancários.

Relevância nacional
Casos de fraude bancária costumam gerar forte impacto nas contas públicas e na confiança dos investidores. De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), falhas de governança e controles internos insuficientes estão entre os principais fatores de risco para prejuízos bilionários no sistema financeiro.
O processo de impeachment segue agora para análise do presidente da Câmara Legislativa do DF, que pode arquivar o pedido ou instaurar comissão especial para avaliá-lo.
No desfecho da crise, ex-executivos das duas instituições prestarão depoimento entre o fim de janeiro e o início de fevereiro, enquanto o Banco Central e auditoria independente examinam as transações.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil