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quinta-feira, fevereiro 26, 2026

Estaleiros de Pernambuco ficam fora do Mar Aberto da Petrobras

Estaleiros de Pernambuco ficam fora do Mar Aberto da Petrobras

Estaleiros de Pernambuco ficam fora do Mar Aberto da Petrobras – A nova leva de contratos do Programa Mar Aberto, anunciada em 20 de janeiro, destina R$ 2,8 bilhões à construção de cinco navios gaseiros, 18 barcaças e 18 empurradores, mas não contempla nenhum estaleiro pernambucano.

A decisão surpreende porque os estaleiros Atlântico Sul e Vard Promar já entregaram parte do maior pacote de encomendas navais do segundo governo Lula, embora hoje ambos enfrentem ociosidade e, no caso do Atlântico Sul, recuperação judicial.

Contrato bilionário privilegiou RS, SC e AM

Os navios gaseiros ficarão a cargo do Estaleiro Rio Grande, no Rio Grande do Sul. A unidade gaúcha construirá cinco embarcações pressurizadas, três de 7 mil m³ e duas de 14 mil m³, com aporte de R$ 2,2 bilhões.

Já as 18 barcaças serão produzidas pela Bertolini Construção Naval, em Manaus, enquanto os 18 empurradores sairão do estaleiro Indústria Naval Catarinense, em Navegantes. A entrega das primeiras unidades está prevista entre três e dez meses após o início das obras, gerando mais de 9 mil empregos diretos e indiretos segundo dados do IBGE.

Impacto regional e risco de esvaziamento

Sem contratos, os estaleiros de Suape perdem a chance de absorver parte das vagas e do know-how que a Petrobras projeta para 2026-2030, quando estão previstos US$ 6 bilhões para 20 navios de cabotagem, além das barcaças e empurradores.

Especialistas do setor apontam que a ausência de Pernambuco compromete a cadeia local de fornecedores — hoje responsável por cerca de 5,4 mil postos de trabalho formais, segundo o Caged — e reduz a diversificação industrial do Estado.

A Petrobras alega que o pacote reduzirá a dependência de afretamentos e aumentará a eficiência logística no transporte de GLP, mas não confirmou nova rodada de licitações que inclua o Nordeste.

Enquanto isso, Atlântico Sul e Vard Promar seguem em busca de encomendas privadas ou estrangeiras para reativar linhas de produção que, no auge, chegaram a empregar 14 mil pessoas.

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Crédito da imagem: Divulgação / Petrobras

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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