Fraude em consignados envolve funcionários da Caixa
Fraude em consignados envolve funcionários da Caixa – A Polícia Federal executou, na última quarta-feira (21), a Operação Senha Remota para desmontar um esquema que usava empréstimos consignados falsos em Gravatá e Sairé, no Agreste de Pernambuco.
Os investigadores apontam que servidores da Caixa Econômica Federal, em conluio com um correspondente bancário, abriam contas com documentos falsificados, criavam senhas indevidas e desviavam valores para terceiros.
Como o esquema funcionava
Segundo a PF, as vítimas descobriam o golpe apenas ao notar descontos inesperados em contracheques ou movimentações suspeitas. Para esconder a origem do dinheiro, os suspeitos transferiam os valores para contas de laranjas.
O prejuízo estimado ultrapassa R$ 400 mil. A Justiça Federal determinou o bloqueio de bens dos envolvidos e autorizou buscas em quatro endereços à procura de celulares, computadores e comprovantes bancários. A prática se enquadra em estelionato majorado, falsidade documental, inserção de dados falsos em sistema financeiro, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Danos às vítimas e cuidados preventivos
Golpes ligados a crédito consignado cresceram 60% no Brasil em 2023, de acordo com dados da Febraban. Especialistas recomendam conferir extratos com frequência, cadastrar notificações via SMS e jamais compartilhar senhas por telefone.
Idosos e servidores públicos são os principais alvos porque possuem margem consignável garantida. Caso detecte desconto indevido, o consumidor deve registrar boletim de ocorrência, acionar o banco e formalizar reclamação no Procon-PE.
Para a PF, o cruzamento de informações fornecidas pelas vítimas foi decisivo para chegar aos autores. A Caixa informou colaborar com a investigação e reforçar controles internos para evitar novas fraudes.

As apurações continuam e novas fases da Operação Senha Remota não são descartadas.
No fim da investigação, o inquérito será encaminhado ao Ministério Público Federal, que avaliará a denúncia contra os suspeitos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Polícia Federal