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quinta-feira, fevereiro 26, 2026

Microcefalia associada ao zika vírus afeta 1 em cada 5 crianças

Microcefalia associada ao zika vírus afeta 1 em cada 5 crianças

Microcefalia associada ao zika vírus – Artigo divulgado em 29 de dezembro na revista PLOS Global Public Health indica que 20,4% das 843 crianças acompanhadas entre 2015 e 2018 desenvolveram a má-formação apenas após o nascimento.

Coordenado por pesquisadores da Universidade de Pernambuco (UPE), Fiocruz e UFRJ, o estudo é o maior já realizado sobre os impactos do zika na infância e reforça a importância do monitoramento prolongado dos bebês expostos ao vírus.

Estudo acompanhou 843 crianças em nove capitais

Os cientistas avaliaram meninos e meninas de Recife, Salvador, São Luís, Rio de Janeiro, Aracaju, Manaus, Belém, Ribeirão Preto e Jundiaí. Entre as crianças observadas, 601 já apresentavam microcefalia ao nascer, enquanto 172 só manifestaram a condição no decorrer dos primeiros anos de vida, fenômeno descrito como microcefalia pós-natal.

Segundo o infectologista Demócrito Miranda, responsável pelo trabalho, a maioria dos casos é classificada como grave, exigindo acompanhamento de múltiplas especialidades. Detalhes metodológicos do estudo podem ser consultados no portal da Fiocruz, referência nacional em saúde pública.

Consequências e apoio às famílias

Além do perímetro craniano reduzido, os pesquisadores listaram deformidades nos pés e dedos, hérnias umbilicais e inguinais, estrabismo e alterações neurológicas como ventriculomegalia e calcificações intracranianas.

A gravidade dos quadros demanda intervenções contínuas com fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e acompanhamento neurológico. Especialistas alertam que a ausência desses cuidados pode agravar ainda mais as limitações motoras e cognitivas.

Para garantir qualidade de vida, o estudo recomenda políticas de saúde específicas, acesso facilitado a reabilitação e suporte psicossocial às famílias, que muitas vezes concentram todos os recursos no cuidado diário das crianças.

No contexto da saúde pública pernambucana, a pesquisa reforça a necessidade de vigilância a longo prazo em bebês expostos ao zika e de ampliação da rede de atendimento especializado. Para acompanhar outras pautas sobre qualidade de vida e bem-estar no Estado, visite nossa editoria Pernambuco.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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