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domingo, fevereiro 22, 2026

Fim da escala 6×1 promete aumento da produtividade

Fim da escala 6×1 promete aumento da produtividade

Fim da escala 6×1 promete aumento da produtividade – O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou, na última quarta-feira (25), que a substituição dos seis dias de trabalho por apenas um de folga deve impulsionar a eficiência econômica no país.

Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, do Canal Gov, ele destacou que a proposta em debate no governo prevê jornada máxima de 40 horas semanais, distribuídas em até cinco dias de trabalho, sem redução salarial.

Pesquisa indica ganhos concretos para empresas

Levantamento da Fundação Getulio Vargas, realizado em 2024 com 19 empresas que já cortaram horas de expediente, mostrou aumento de receita em 72% delas e melhor cumprimento de prazos em 44%.

Para Boulos, o resultado confirma que trabalhadores mais descansados rendem mais: “Com seis dias seguidos de serviço, o funcionário chega exausto. Quando há tempo real de recuperação, a produtividade sobe”, defendeu o ministro, citando ainda dados de horas efetivamente trabalhadas divulgados pelo IBGE.

Exemplos internacionais e avanço no Congresso

A Microsoft no Japão testou o modelo 4 x 3 e registrou salto de 40% na produção individual. Na Islândia, a redução para 35 horas semanais em 2023 fez o PIB crescer 5% e a produtividade, 1,5%. Nos Estados Unidos, a média diária de trabalho caiu 35 minutos nos últimos três anos, acompanhada de ganho médio de 2% na eficiência.

No âmbito legislativo, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 8/2025, protocolada com 234 assinaturas, fixa até 36 horas semanais e quatro dias de expediente. Segundo Boulos, há diálogo avançado com o Congresso para votação ainda neste semestre, com período de transição pensado para micro e pequenas empresas.

Setores empresariais alegam aumento de custos operacionais, mas o ministro argumenta que a baixa produtividade também decorre do “baixo investimento privado em inovação”, enquanto o setor público suporta a maior parte da pesquisa no Brasil.

O debate sobre o fim da escala 6×1 se soma à pressão por juros menores: a Selic permanece em 15% ao ano, nível que, de acordo com Boulos, desestimula crédito e expansão das companhias.

No desfecho da entrevista, ele reiterou que “dignidade do trabalhador e competitividade não são ideias opostas”, defendendo a votação da matéria “ainda este semestre”.

Para acompanhar todas as atualizações sobre a tramitação da proposta e outros temas do Legislativo, acesse nossa editoria de Política.


Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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