Parlamento Europeu congela pacto UE-EUA pela Groenlândia
Parlamento Europeu congela pacto UE-EUA pela Groenlândia – Na última quarta-feira (21 de janeiro de 2026), líderes partidários anunciaram um consenso para adiar a votação que ratificaria o novo acordo comercial entre a União Europeia e os Estados Unidos.
A medida, tratada como “suspensão” pelos eurodeputados, surge depois de declarações do então presidente americano, Donald Trump, sobre uma possível compra ou intervenção militar na Groenlândia, território autônomo da Dinamarca.
Tensão diplomática trava ratificação
Iratxe García Pérez, presidente da bancada Social-Democrata, afirmou que há “maioria sólida” para congelar a pauta. A centrista Valérie Hayer acrescentou que a decisão envia um recado “forte” à Casa Branca, enquanto Manfred Weber, do Partido Popular Europeu, declarou que “não há clima” para aprovação diante das ameaças a Copenhague.
Em discurso no Parlamento, a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, reforçou que “a soberania não é moeda de troca” e que qualquer pressão externa sobre a ilha ártica fere o direito internacional. A posição foi acompanhada por diversos chefes de governo, que cobraram postura firme do bloco.
Para conhecer a nota oficial sobre o adiamento, consulte o site do Parlamento Europeu.
Impacto econômico e próximos passos
O acordo em análise previa eliminar tarifas sobre vários produtos norte-americanos, beneficiando setores como automotivo e agroindustrial. Juntos, UE e EUA movimentam cerca de €1 trilhão em bens e serviços por ano, segundo dados da Comissão Europeia, o que faz do pacto um dos mais aguardados pelo mercado.
Especialistas lembram que congelar a tramitação não rompe negociações, mas adiciona incerteza para multinacionais que contam com cadeias de suprimento transatlânticas. Bruxelas estuda contrapartidas, como ampliar investimentos na Groenlândia em educação e infraestrutura, medida que pode dobrar os repasses no próximo orçamento plurianual.

Analistas em comércio exterior avaliam que, se o impasse persistir, empresas americanas correm risco de perder competitividade frente a concorrentes de Canadá e Japão, regiões que já firmaram tratados tarifários com o bloco europeu.
No curto prazo, diplomatas indicam que os 27 Estados-membros aguardam sinais de recuo de Washington ou garantias jurídicas sobre a integridade territorial dinamarquesa para retomar o processo de ratificação.
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