Eleição presidencial em Portugal vai ao 2º turno histórico
Eleição presidencial em Portugal – Pela primeira vez em quatro décadas, os eleitores portugueses voltarão às urnas em fevereiro para decidir quem ocupará o Palácio de Belém.
O pleito de 18 de janeiro de 2026 terminou sem maioria absoluta: António José Seguro, apoiado pelo Partido Socialista (PS), alcançou 35% dos votos, enquanto o conservador Rui Moreira, sustentado por uma coligação de centro-direita, somou 29%. Com nenhum candidato atingindo 50% mais um, a Constituição determina a realização de um segundo turno.
Disputa acirrada entre Seguro e rival conservador
Segundo dados preliminares da Comissão Nacional de Eleições (CNE), a participação superou 62%, três pontos acima do último pleito presidencial. Analistas portugueses apontam que o aumento da abstenção no interior do país foi compensado por forte engajamento dos eleitores mais jovens nas grandes cidades.
Seguro, ex-secretário-geral do PS, construiu sua campanha em torno da defesa do Estado de bem-estar social e da renegociação das metas fiscais pós-pandemia. Já Moreira promete reformas administrativas, redução de impostos e maior abertura econômica.
Calendário e possíveis impactos no país
O segundo turno está previsto para 1º de fevereiro, conforme calendário oficial da CNE. Até lá, os postulantes terão 13 dias de campanha televisiva gratuita e dois debates agendados. Pesquisas internas dos partidos indicam margem inferior a quatro pontos percentuais, sinalizando cenário imprevisível.

Nos bastidores, líderes partidários discutem alianças. O Bloco de Esquerda e o Livre tendem a apoiar Seguro, enquanto o partido liberal Iniciativa acredita que seus 7% obtidos no primeiro turno podem migrar majoritariamente para Moreira. Economistas portugueses alertam que indefinição prolongada pode adiar a votação do orçamento de 2026, afetando programas de investimento público.
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