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quinta-feira, fevereiro 26, 2026

Vacina contra dengue do Butantan inicia aplicação piloto

Vacina contra dengue do Butantan inicia aplicação piloto

Vacina contra dengue do Butantan inicia aplicação piloto – No último domingo (18 de janeiro), Botucatu (SP) juntou-se a Maranguape (CE) e Nova Lima (MG) na campanha que testa a primeira vacina 100% brasileira e de dose única contra a dengue, a Butantan-DV.

A estratégia, liderada pelo Ministério da Saúde, quer medir o impacto da imunização na transmissão do vírus antes da expansão nacional prevista para os próximos meses.

Cidades-piloto concentram 204 mil doses

Nesta fase inicial, 80 mil frascos foram enviados a Botucatu, 64 mil a Nova Lima e 60,1 mil a Maranguape. A população de 15 a 59 anos está sendo convocada para se vacinar em Unidades Básicas de Saúde e pontos extras indicados pelas prefeituras.

A meta é atingir entre 40% e 50% desse público, patamar que, de acordo com o ministro Alexandre Padilha, pode reduzir significativamente a circulação do Aedes aegypti em cada município, segundo nota publicada pelo Ministério da Saúde.

Profissionais do SUS serão vacinados em fevereiro

A partir de fevereiro, outras 1,1 milhão de doses serão reservadas a médicos, enfermeiros e agentes comunitários da Atenção Primária. O foco é proteger quem atua na linha de frente e manter os serviços essenciais mesmo durante picos de contágio.

Com essa remessa, o programa somará cerca de 1,3 milhão de doses fabricadas pelo Instituto Butantan, volume suficiente para imunizar todos os públicos previstos na etapa piloto.

Eficácia, público-alvo e cenário da doença

Única em dose única no mundo, a Butantan-DV demonstra eficácia global de 74% e oferece 100% de proteção contra hospitalizações. O imunizante cobre os quatro sorotipos do vírus.

Para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, permanece disponível a vacina japonesa aplicada em duas doses, já oferecida em todo o País desde a ampliação do calendário.

Mesmo com a expressiva queda de 74% nos casos prováveis de dengue entre 2024 e 2025 (de 6,5 milhões para 1,7 milhão) e redução de 72% nos óbitos, o Ministério reforça que eliminar criadouros do mosquito continua indispensável. A vacinação é considerada complementar ao controle vetorial, uso de inseticidas e monitoramento ambiental.

No longo prazo, especialistas vão acompanhar indicadores epidemiológicos e possíveis eventos adversos raros nos três municípios, metodologia inspirada nos estudos de efetividade conduzidos em Botucatu durante a pandemia de covid-19.

Com a chegada da vacina nacional e o reforço às medidas de prevenção, autoridades esperam consolidar uma barreira extra contra surtos sazonais da doença. Para acompanhar mais notícias sobre saúde pública em Pernambuco e no Brasil, acesse nossa editoria completa.


Crédito da imagem: Divulgação / Ministério da Saúde

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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