Eleições 2026: Lula confirma disputa e direita busca candidato
Eleições 2026: Lula confirma disputa e direita busca candidato – No início de janeiro, fontes partidárias confirmaram que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende disputar a reeleição em outubro de 2026.
Ao mesmo tempo, legendas de direita e extrema-direita ainda não chegaram a um consenso sobre quem representará o bloco, já que o ex-presidente Jair Bolsonaro permanece preso e inelegível.
Cenário à esquerda: candidatura de Lula é dada como certa
Mesmo enfrentando índices de popularidade menores que em mandatos anteriores, Lula segue como principal voz do PT e conta com a máquina partidária a seu favor.
O partido busca repetir a estratégia de 2022, fortalecendo alianças com PSD, MDB e PSB, e argumenta que a estabilidade econômica registrada em 2025 pode favorecer a campanha.
À direita: indefinição e nomes ventilados
Sem Bolsonaro na disputa, governadores antes apontados como alternativas recuaram. Tarcísio de Freitas (SP) é citado nos bastidores, mas evita assumir pré-candidatura para não romper com o ex-presidente.
Ronaldo Caiado (GO) e Ratinho Junior (PR) se colocaram à disposição, mas ambos aparecem com menos de 10 % nas pesquisas internas, segundo dirigentes partidários.
Como saída de emergência, aliados bolsonaristas discutem lançar o senador Flávio Bolsonaro. A ideia é manter a identidade do grupo e o capital político do clã, apesar da resistência de alas mais pragmáticas.
Financiamento bilionário e impacto no eleitor
O Fundo Especial de Financiamento de Campanha deve superar R$ 5 bilhões em 2026, volume maior que o destinado a universidades federais em 2025, segundo projeções orçamentárias.
Especialistas alertam que o alto custo das campanhas amplia a pressão sobre um sistema tributário considerado um dos mais desiguais do mundo.

Eleitorado recorde e desafios logísticos
O Tribunal Superior Eleitoral estima que mais de 160 milhões de brasileiros estarão aptos a votar no próximo pleito, ultrapassando o recorde de 156 milhões em 2022, de acordo com dados do TSE.
Para garantir a segurança e a celeridade da apuração, o órgão já discute aprimoramentos tecnológicos nas urnas eletrônicas e treinamentos extras para as 5.570 zonas eleitorais do país.
Nos bastidores, líderes partidários reconhecem que a demora na definição de um nome à direita pode comprometer o tempo de TV, a arrecadação e a construção de alianças regionais.
Apesar das incertezas, o calendário oficial segue inalterado: as convenções partidárias devem acontecer entre julho e agosto de 2026, e a propaganda eleitoral começa em setembro.
Com a disputa polarizada e um eleitorado cada vez mais conectado, analistas preveem uma campanha intensa nas redes sociais, marcada por fiscalização rigorosa de notícias falsas.
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