Delegados da PF veem irregularidades no caso Master
Delegados da PF veem irregularidades no caso Master – Em nota divulgada no sábado, 17 de janeiro, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) manifestou forte preocupação com o inquérito que apura o caso Master, conduzido pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Para a entidade, o cenário é “manifestamente atípico” e restringe prerrogativas legais da categoria, gerando “perplexidade institucional”.
Pedidos fora do planejamento investigativo
Os delegados destacam que a relatoria determinou acareações, buscas, apreensões e oitivas com prazos considerados exíguos, à margem do planejamento definido pela Polícia Federal.
Segundo a ADPF, também houve escolha nominal de peritos e envio de materiais a outros órgãos, procedimentos incomuns na rotina da corporação. “Esse modelo compromete a condução técnica, imparcial e eficiente da investigação”, diz o comunicado, disponível no site oficial da ADPF.
Entenda o contexto jurídico
Em dezembro, Toffoli marcou acareação entre Banco Central, Banco Master e BRB, mas dispensou o representante do BC na última hora. O ministro ainda acusou a PF de “inércia” ao cobrar a segunda fase da Operação Compliance Zero, que mira supostas fraudes financeiras.
Conflitos desse tipo tendem a prolongar investigações e atrasar medidas cautelares. Dados do Conselho Nacional de Justiça indicam que 12,4% dos inquéritos supervisionados pelo STF em 2023 tiveram prazo ampliado por questões procedimentais.

Posicionamento dos delegados
A associação lembra que a Carta Magna atribui ao STF a jurisdição constitucional, enquanto a condução de inquéritos cabe à polícia judiciária. Cita ainda operações anteriores, como Lava Jato, para reforçar a importância de uma atuação coordenada e pautada em protocolos técnicos.
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Crédito da imagem: Divulgação