Acordo Mercosul-UE: Lula é citado como peça-chave
Acordo Mercosul-UE: Lula é citado como peça-chave – Na cerimônia que oficializou o tratado comercial entre Mercosul e União Europeia, em Assunção, em 17 de janeiro de 2026, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, afirmou que o pacto “não teria sido possível” sem a atuação do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, ausente da solenidade.
Peña classificou o entendimento como “feito histórico” e ressaltou o papel de Lula nas fases decisivas da negociação, iniciadas em 1999 e retomadas com força em 2023.
O que prevê o novo tratado
O acordo elimina tarifas sobre cerca de 90% dos produtos comercializados entre os dois blocos, estabelece regras de compra governamental e cria salvaguardas ambientais.
Segundo dados do Itamaraty, o Mercosul poderá ampliar em US$ 125 bilhões as exportações ao mercado europeu nos próximos 15 anos.
Por que Lula não compareceu à assinatura
Fontes do Palácio do Planalto informam que a ausência de Lula foi motivada por compromissos internos de agenda. Ainda assim, o presidente havia participado de rodadas virtuais finais e mantido diálogo direto com chefes de Estado europeus.
Durante as tratativas, o governo brasileiro defendeu dispositivos que protegem setores estratégicos, como a indústria automotiva e o agronegócio, além de cláusulas que reconhecem certificações ambientais já adotadas no País.

Próximos passos e ratificação
O texto ainda precisa ser ratificado pelos Parlamentos nacionais dos quatro países do Mercosul e pelos 27 da União Europeia. No Brasil, a mensagem presidencial deverá ser enviada ao Congresso nas próximas semanas.
Especialistas projetam que, uma vez em vigor, o tratado gere aumento de renda per capita e atraia novos investimentos produtivos para a Região Nordeste, graças à localização estratégica de portos como o de Suape.
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