Quem será o senador de Lula em Pernambuco em 2026?
Quem será o senador de Lula em Pernambuco em 2026? – A corrida pela única vaga no Senado, que será aberta em 2026, ganhou novo contorno depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou apoio simultâneo a diferentes aliados no Estado.
Com o selo “candidato de Lula” deixando de ser exclusividade, nomes como o ministro Silvio Costa Filho (Republicanos), o senador Humberto Costa (PT) e pelo menos mais cinco quadros governistas tentam se destacar em um eleitorado majoritariamente lulista.
Múltiplos aliados disputam o selo presidencial
Em entrevista no dia 16 de janeiro, Silvio Costa Filho afirmou que Lula o comunicou pessoalmente sobre a preferência por sua candidatura ao Senado.
Apesar da declaração, o ministro reconheceu publicamente que outros correligionários também seguem no páreo, inclusive o próprio Humberto Costa, que carrega a vantagem de ser petista de carteirinha.
O movimento repete estratégia vista na eleição de 2022, quando o PT estimulou palanques paralelos para ampliar o alcance da campanha presidencial. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula venceu em 184 dos 185 municípios pernambucanos naquele pleito, o que reforça o apelo de seu apoio direto.
Plano do Planalto busca força no Congresso
Aliados avaliam que dividir o rótulo de “senador de Lula” ajuda a furar bolhas e facilitar alianças locais. Hoje, o PT ocupa nove das 81 cadeiras do Senado; ampliar essa base é considerado decisivo para a governabilidade a partir de 2027.
Além de Silvio e Humberto, circulam na lista de pré-candidatos o ex-prefeito do Recife Geraldo Julio (PSB), o deputado federal Pedro Campos (PSB) e a deputada estadual Gleide Ângelo (PSB), todos com histórico de proximidade com o Planalto.

Na contramão, oposicionistas como Anderson Ferreira (PL) estudam usar o discurso de “único que não é de Lula” para atrair o voto antipetista, repetindo a polarização nacional que marcou as duas últimas eleições presidenciais.
A costura final só deve sair em meados de 2025, quando as convenções partidárias definem as chapas. Até lá, a palavra de ordem é visibilidade: quanto mais palanques pedindo voto para Lula, maior a chance de manter a hegemonia do presidente em Pernambuco e de fortalecer a base aliada no Senado.
No cenário oposto, caberá ao eleitor identificar quem, de fato, ostenta a bênção do Planalto ou se a marca perdeu o poder de diferenciação.
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