Trump convida Lula para integrar Conselho de Paz sobre Gaza
Trump convida Lula para integrar Conselho de Paz sobre Gaza – O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump encaminhou ao Palácio do Planalto, por meio da Embaixada brasileira em Washington, convite formal para que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva participe do recém-criado Conselho de Paz voltado a buscar uma saída política para o conflito na Faixa de Gaza.
A correspondência chegou na última sexta-feira (16) e foi confirmada por fontes diplomáticas. Até o momento, o Itamaraty não informou se o Brasil aceitará a cadeira oferecida.
O que é o Conselho de Paz
Anunciado por Trump um dia antes, o órgão faz parte da “fase dois” de seu plano de 20 pontos para Gaza. A Casa Branca divulgou que a mesa diretora será presidida pelo próprio Trump e incluirá nomes como o secretário de Estado Marco Rubio, o ex-premiê britânico Tony Blair e o banqueiro Ajay Banga.
Também foi nomeado alto representante para Gaza o diplomata búlgaro Nickolay Mladenov, ex-enviado especial da ONU para o Oriente Médio. Detalhes operacionais, como frequência de reuniões e poder de veto, ainda serão definidos.
Quem já confirmou participação
Os presidentes Javier Milei, da Argentina, e Santiago Peña, do Paraguai, tornaram pública a adesão de seus países ao novo fórum. Ambos classificaram o convite como “honra” e defenderam o compromisso com uma paz duradoura.
Trump argumenta que a iniciativa reunirá nações dispostas a assumir “responsabilidade direta” pela reconstrução e estabilidade da região. Segundo dados da ONU, a guerra já deixou mais de 30 mil mortos e comprometeu 70% da infraestrutura civil de Gaza, o que eleva a pressão internacional por soluções diplomáticas.
Posicionamento brasileiro em pauta
Nos bastidores, diplomatas avaliam que a eventual entrada do Brasil pode ampliar o espaço de diálogo, já que o país atualmente ocupa assento rotativo no Conselho de Segurança da ONU. Por outro lado, integrantes do governo temem que a composição predominantemente pró-Washington limite a margem de manobra para negociações multilaterais.

A decisão final sobre a participação deve considerar o histórico brasileiro de apoio a uma solução de dois Estados e a recente proposta de cessar-fogo humanitário defendida por Lula em fóruns internacionais.
O convite também chega em momento de intensa agenda externa: na próxima semana, o presidente tem viagem marcada para a África, onde discutirá cooperação Sul-Sul e segurança alimentar — temas que podem convergir com a reconstrução de Gaza.
Em breve, Brasília deve responder oficialmente à carta. Para mais atualizações sobre política internacional, acompanhe nossa editoria Mundo.
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