Conselho da Paz de Trump para Gaza tem nomes revelados
Conselho da Paz de Trump para Gaza tem nomes revelados – Na sexta-feira (16), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a criação de um Conselho da Paz encarregado de acompanhar um governo de transição na Faixa de Gaza.
Segundo o plano divulgado pela Casa Branca, o colegiado deve atuar por até 18 meses, período considerado “crítico” para a reestruturação administrativa e humanitária do território palestino.
Missão e composição do Conselho
O governo norte-americano informou que diplomatas, oficiais de segurança e especialistas em desenvolvimento internacional integram o grupo, cuja lista completa inclui representantes do Departamento de Estado e do Conselho de Segurança Nacional.
De acordo com o comunicado, o Conselho vai mediar negociações com autoridades israelenses e palestinas, coordenar ajuda humanitária e supervisionar reformas institucionais em Gaza. A iniciativa surge em meio à escalada de tensão na região, que já soma mais de 2 milhões de habitantes sob bloqueio terrestre e marítimo, conforme dados da Organização das Nações Unidas.
Contexto geopolítico e próximos passos
Especialistas lembram que Gaza enfrenta um dos mais altos índices de desemprego do mundo – superiores a 45%, segundo o Banco Mundial. A administração norte-americana aposta que o Conselho facilite investimentos internacionais em infraestrutura e crie condições para eleições locais ao fim do período provisório.
A proposta também prevê a instalação de um fundo multilateral para reconstrução de hospitais, redes de energia e abastecimento de água. Estados como Egito, Jordânia e Emirados Árabes Unidos foram convidados a indicar observadores, sinalizando um esforço regional para reduzir tensões e garantir transparência.

Embora elogiada por aliados europeus, a medida recebeu críticas de grupos palestinos, que exigem participação direta nos processos de decisão. A Casa Branca afirmou que “todas as vozes relevantes” serão ouvidas antes da implementação efetiva do plano, programada para começar nos próximos três meses.
No cenário interno dos EUA, congressistas republicanos e democratas ainda debatem o volume de recursos que será destinado ao programa, estimado inicialmente em US$ 5 bilhões.
A criação do colegiado marca mais um capítulo da diplomacia norte-americana no Oriente Médio; para acompanhar novidades sobre assuntos internacionais, visite nossa editoria Mundo.
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