Lula reúne órgãos de Estado para combater crime organizado
Combate ao crime organizado – Em encontro realizado no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva articulou, com representantes do STF, Banco Central, Polícia Federal e Receita Federal, uma estratégia conjunta para enfrentar facções e crimes financeiros.
A reunião contou ainda com ministros de Estado, o procurador-geral da República e o vice-presidente Geraldo Alckmin, consolidando a pauta como política de Estado.
Articulação inédita entre poderes
Durante o encontro, o novo ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, explicou que a integração será permanente e acima de agendas individuais. O objetivo é padronizar operações de inteligência, bloqueio de ativos e investigações patrimoniais.
O movimento ocorre enquanto a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República investigam o escândalo do Banco Master, que resultou na liquidação da instituição pelo Banco Central.
Crime organizado atinge recordes no país
Dados do Atlas da Violência 2024 mostram que organizações criminosas foram responsáveis por cerca de 30 % dos homicídios registrados nacionalmente em 2023, índice que pressiona o governo a adotar ações mais coordenadas.
Especialistas apontam que crimes financeiros, como o caso Master, são hoje uma das principais fontes de lavagem de dinheiro para facções. Por isso, a participação do Banco Central e da Receita Federal foi ressaltada como decisiva pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Próximos passos da pasta da Justiça
Lima e Silva participará, ainda nesta quinta, de cerimônia simbólica de posse ao lado do ex-ministro Ricardo Lewandowski. Depois, apresentará as primeiras metas do seu mandato, que incluem a expansão de delegacias especializadas e o fortalecimento de programas de proteção a testemunhas.
No encerramento da reunião, Lula determinou a elaboração de um plano operacional em 30 dias, com metas de curto e médio prazo e reporte direto à Presidência.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil