Partido pede investigação contra Raquel Lyra na PGR
Investigação contra Raquel Lyra – O partido Missão encaminhou recentemente uma representação à Procuradoria-Geral da República solicitando que a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), seja investigada por suposta omissão diante de indícios de atuação do crime organizado em um presídio desativado em Ribeirão, na Mata Sul do estado.
O pedido menciona visita realizada pela chefe do Executivo ao local, apontando que a estrutura estaria sendo usada irregularmente por facções criminosas, o que caracterizaria falha de fiscalização do governo.
Entenda a representação
De acordo com o documento protocolado, a legenda alega que a governadora e membros da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos teriam conhecimento prévio da movimentação de detentos ligados a grupos armados no antigo complexo, mas não adotaram medidas eficazes para impedir a suposta ocupação.
A sigla argumenta que a Lei de Execução Penal impõe ao estado a responsabilidade pela guarda de unidades prisionais, cabendo à PGR apurar eventual crime de prevaricação ou conivência. A Secretaria de Justiça nega irregularidades e afirma que a área já estava oficialmente desativada.
Crime organizado em presídios: cenário em Pernambuco
Relatório do Atlas da Violência 2023 mostra que Pernambuco registrou crescimento de organizações criminosas ligadas ao tráfico dentro e fora das unidades prisionais na última década.
Dados da Secretaria de Defesa Social apontam que, apenas em 2022, mais de 500 equipamentos artesanais, como celulares e armas brancas, foram apreendidos em revistas internas, sinalizando a permanência de redes ilícitas mesmo em alas desativadas.
Especialistas defendem reforço de inteligência e diálogo com o Judiciário para acelerar transferências de presos de alta periculosidade, além de investimento em monitoramento eletrônico das áreas que passam por reforma ou fechamento.

No pedido à PGR, o partido Missão solicita que sejam ouvidos agentes penitenciários, verificado o livro de ocorrências do presídio e apurada a responsabilidade administrativa de gestores públicos.
O Governo de Pernambuco informou, por nota, que fornecerá todos os documentos requisitados e reiterou que “não tolera qualquer ato que favoreça organizações criminosas”. A PGR dará andamento inicial analisando se há indícios suficientes para instaurar inquérito.
Outras movimentações do caso serão acompanhadas em nossas próximas publicações. Para mais detalhes e outras ocorrências, acesse nossa editoria de Segurança.
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