Ato ocupa Grande Recife contra aumento da passagem de ônibus
Ato ocupa Grande Recife contra aumento da passagem de ônibus – A mobilização ocorreu na manhã de quinta-feira (15 de janeiro), quando dezenas de pessoas entraram na sede do Grande Recife Consórcio de Transporte, no centro da capital, para exigir a suspensão do reajuste tarifário em debate no Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM).
Os manifestantes afirmam que o sistema já opera com atrasos, superlotação e frota defasada, o que inviabilizaria qualquer alta na tarifa sem contrapartidas claras.
Quanto pode subir a tarifa
O governo estadual apresentou ao CSTM uma proposta de correção de 4,46%, índice que reflete a inflação do período. Caso aprovada, a passagem do Anel A passaria de R$ 4,30 para R$ 4,47, valor que tende a ser arredondado para R$ 4,50.
Segundo dados do Detran-PE, a Região Metropolitana do Recife tem mais de 1,5 milhão de usuários de ônibus por dia útil, o que faz com que ajustes de centavos tenham impacto direto no orçamento de famílias de baixa renda.
Como foi o protesto
O grupo saiu em caminhada do Parque 13 de Maio, em Santo Amaro, entoando palavras de ordem como “transporte público não é mercadoria”. No prédio do consórcio, ocuparam o hall e disseram que só deixariam o local após conversar com a diretoria.
A Polícia Militar acompanhou a manifestação, mas não houve registro de confronto. Até o fechamento deste texto, o Grande Recife não havia divulgado nota sobre a negociação ou eventuais mudanças na pauta do CSTM.

Contexto e alternativas discutidas
Movimentos sociais defendem que, antes de qualquer reajuste, o governo amplie a integração temporal, invista em corredores exclusivos e aumente a fiscalização nos terminais. Estudos da Associação Nacional de Transportes Públicos mostram que sistemas que priorizam faixas exclusivas podem reduzir em até 20% o custo operacional, abrindo margem para congelamento tarifário.
Usuários também pedem transparência na formação do preço. O último relatório financeiro disponível do consórcio é de 2022, quando o subsídio estadual cobriu cerca de 24% dos custos totais do sistema.
Para acompanhar os desdobramentos da votação no conselho e outras notícias sobre mobilidade, acesse nossa editoria de Pernambuco.
Crédito da imagem: Divulgação