Senado lança site dos 200 anos da Confederação do Equador
Senado lança site dos 200 anos da Confederação do Equador – O Senado Federal colocou no ar uma plataforma comemorativa que reúne documentos originais, linha do tempo interativa e vídeos sobre o levante republicano iniciado em Pernambuco em 1824.
O endereço concentra materiais produzidos pela Comissão Especial dos 200 Anos da Confederação do Equador, presidida pela senadora pernambucana Teresa Leitão (PT), além de mapas e cartas digitalizadas do Arquivo do Senado.
Conteúdo organizado em quatro eixos
A navegação foi dividida em cronologia, acervo documental, produções audiovisuais e publicações acadêmicas. No eixo cronológico, o público pode acompanhar mês a mês o avanço do movimento, que se espalhou também por Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.
Já a seção de documentos disponibiliza ofícios trocados entre líderes revolucionários, decretos imperiais e relatos de estrangeiros que testemunharam os confrontos. Todo o material está em alta resolução e pode ser baixado gratuitamente no site comemorativo do Senado.
Contexto histórico e dados adicionais
De caráter federalista e inspirada em ideais iluministas, a Confederação do Equador contestou a centralização do recém-proclamado Império do Brasil. Segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), cerca de 2,5 mil combatentes participaram diretamente dos embates entre agosto e novembro de 1824, resultando em mais de 900 mortos.
Para Teresa Leitão, a iniciativa “facilita o acesso de estudantes, professores e pesquisadores a fontes primárias, reforçando a importância de Pernambuco na formação do Brasil”. A senadora adiantou que os conteúdos serão atualizados com podcasts e roteiros de visitação a locais históricos no Recife e em Olinda.

No portal, também é possível assistir a minidocumentários produzidos pela TV Senado, além de baixar e-books didáticos alinhados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), recurso útil para docentes que planejam trabalhar o bicentenário em sala de aula.
Em um país onde apenas 32 % dos estudantes do 9.º ano demonstram conhecimento adequado de história, segundo o último Ideb, iniciativas digitais como essa ajudam a reduzir barreiras de acesso à memória nacional.
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Crédito da imagem: Divulgação / Senado Federal