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sexta-feira, fevereiro 27, 2026

Liquidação do Banco Master expõe falhas de supervisão

Liquidação do Banco Master expõe falhas de supervisão

Liquidação do Banco Master expõe falhas de supervisão – Desde 18 de novembro de 2025, quando o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master e de outras quatro empresas do conglomerado, o caso ganhou proporções muito maiores que seu porte de 0,57% dos ativos do Sistema Financeiro Nacional.

Mesmo irrelevante em tamanho, a crise desencadeou debates no Supremo Tribunal Federal e no Tribunal de Contas da União, além de acionar o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que precisou cobrir quase 40% dos depósitos protegidos.

“Banco de mala” e prejuízo bilionário

Controlado por Daniel Vorcaro, o Master operava a partir de estruturas enxutas a ponto de caberem, segundo investigações, na própria pasta de couro carregada pelo banqueiro.

Apesar disso, a rede de contatos articulada por Vorcaro movimentou R$ 12 bilhões em operações questionadas, deixando investidores expostos e provocando um rombo que ainda está sendo mensurado.

Influência que alcançou os Três Poderes

Parlamentares chegaram a propor projetos para ampliar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a garantia do FGC, enquanto ministros do STF e do TCU deram espaço para os argumentos do empresário.

A pressão foi tamanha que associações bancárias vieram a público defender a autonomia do Banco Central, cenário incomum diante de um banco de porte mínimo.

Risco sistêmico ou alerta de governança?

Especialistas apontam que o episódio revela fragilidades na supervisão, sobretudo sobre instituições de menor porte, cujas falhas de governança podem contaminar a confiança no sistema.

Segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), mais de 160 instituições financeiras coexistem no país, tornando indispensável o acompanhamento contínuo de indicadores de liquidez e capital regulatório.

Para o investidor, a lição é diversificar aplicações, respeitar o limite de cobertura do FGC e verificar rating e histórico de controladores antes de aplicar recursos.

Enquanto a Polícia Federal aprofunda a apuração sobre possíveis fraudes, o liquidante do Master hierarquiza credores – entre eles bancos parceiros, como o BRB, que tenta reaver valores bloqueados.

No Congresso, o caso reacende a discussão sobre endurecer requisitos para aquisição de instituições financeiras e sobre transparência em campanhas de influenciadores que promovem produtos de alto risco.

O desfecho ainda é incerto, mas a história do “banco que cabia na mala” já se tornou exemplo didático de como falhas de governança podem ganhar escala nacional.

Para acompanhar os desdobramentos políticos e econômicos desse caso, siga nossas atualizações na editoria de Política.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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