Crise no Irã: repressão aumenta tensão internacional
Crise no Irã: repressão aumenta tensão internacional – Na virada do ano, a escalada de protestos contra o aiatolá Ali Khamenei deixou milhares de mortos, segundo relatos de organizações de direitos humanos, e isolou o país do restante do mundo após um corte total de internet.
O bloqueio das comunicações expôs a fragilidade do governo iraniano, que recorreu ao uso maciço da força para tentar conter manifestações iniciadas por críticas à situação econômica e ao elevado custo de vida.
Como os protestos se intensificaram
Após semanas de insatisfação popular, as marchas se multiplicaram em várias cidades, transformando-se em confrontos diretos com as forças de segurança. Testemunhas relatam que corpos ficaram enfileirados nas ruas enquanto ambulâncias tinham dificuldade de circular.
Dados compilados pela Human Rights Watch indicam que episódios semelhantes em 2019 resultaram em mais de 300 mortes; especialistas temem que o número atual supere essa marca.
Pressão internacional e possível intervenção
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aconselhou cidadãos norte-americanos a deixarem o Irã e sinalizou “medidas duras” contra Teerã. Analistas veem a possibilidade de um ataque dirigido a líderes do regime, o que ampliaria a tensão com Rússia e China, aliados históricos dos iranianos.
Governos europeus, por sua vez, convocaram diplomatas iranianos para prestar esclarecimentos, mas ainda evitam sanções mais severas. O silêncio de Moscou e Pequim é observado como fator chave para qualquer escalada militar.

Cenário econômico agrava insatisfação
Com inflação estimada acima de 40% ao ano e desemprego na casa de 11%, o poder de compra da população despencou, incentivando manifestações. Sanções norte-americanas voltaram a pressionar as exportações de petróleo, principal fonte de receita do país, aprofundando a crise fiscal.
Economistas lembram que, durante o período pré-pandemia, o PIB iraniano já acumulava retração de quase 6%, sinalizando que soluções rápidas são improváveis mesmo com eventual mudança de governo.
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