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quarta-feira, fevereiro 25, 2026

Atlético-MG perde ação sobre mascote para o Galo da Madrugada

Atlético-MG perde ação sobre mascote para o Galo da Madrugada

Atlético-MG perde ação sobre mascote para o Galo da Madrugada – A Justiça Federal no Rio de Janeiro manteve o registro da marca do tradicional bloco carnavalesco do Recife e rejeitou, em decisão recente, o pedido do clube mineiro para cancelar a patente do nome “Galo da Madrugada”.

O processo girava em torno do uso comercial do termo “galo”, símbolo compartilhado pelas duas instituições, mas protegido pelo registro junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) desde 1996.

Entenda a decisão judicial

Na sentença, a 25ª Vara Federal considerou que o Atlético-MG não apresentou provas de que o registro do bloco carnavalesco lhe traria prejuízos econômicos ou confundiria o público consumidor.

Os magistrados também destacaram que o Galo da Madrugada já faz uso da marca há quase cinco décadas, período em que construiu forte associação cultural com o carnaval pernambucano, reforçando o argumento de notoriedade.

Impacto para as marcas

Com a derrota, o clube de Belo Horizonte segue impedido de explorar comercialmente produtos que façam referência ao termo “Galo da Madrugada”, salvo se houver acordo de licenciamento com o bloco.

Segundo dados do INPI, disputas envolvendo expressões populares ou símbolos regionais têm crescido 12% ao ano, exigindo atenção redobrada de empresas na hora de registrar ou renovar suas patentes.

Próximos passos possíveis

O Atlético-MG ainda pode recorrer ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região ou buscar um acordo extrajudicial. Até lá, o registro em nome do bloco permanece válido em todo o território nacional.

Para o Galo da Madrugada, a manutenção da patente garante exclusividade na venda de souvenires, como abadás e miniaturas, itens que movimentaram cerca de R$ 8 milhões na última edição do carnaval recifense, de acordo com estimativas da organização.

O departamento jurídico do bloco informou que pretende intensificar ações contra usos indevidos, enquanto especialistas aconselham clubes e entidades culturais a realizarem buscas detalhadas antes de lançar novos produtos.

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Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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