Trump receberá María Corina Machado na quinta, 15
Trump receberá María Corina Machado – a líder da oposição venezuelana que venceu o Prêmio Nobel da Paz terá audiência com o ex-presidente dos Estados Unidos em 15 de janeiro, segundo confirmou um alto funcionário norte-americano à agência AFP em 12 de janeiro.
O encontro em Mar-a-Lago marca a primeira conversa presencial entre Donald Trump e a política venezuelana depois de sua fuga clandestina de Caracas para receber o prêmio em Oslo.
Encontro busca discutir crise venezuelana
Em entrevista à Fox News, Machado declarou que pretende entregar simbolicamente o Nobel a Trump, em reconhecimento ao apoio do republicano à restauração da democracia em seu país. O Comitê do Nobel, porém, reiterou em nota oficial que a honraria é intransferível.
Assessores próximos afirmam que Trump avaliará opções de pressão diplomática sobre o regime de Nicolás Maduro, mas mantém cautela após relatórios da CIA sugerirem que um respaldo explícito à oposição exigiria “presença militar robusta” e poderia agravar a instabilidade regional. O Departamento de Estado norte-americano ainda não divulgou agenda pública detalhada.
Por que o apoio dos EUA é decisivo
A Venezuela enfrenta retração econômica de quase 80 % desde 2013 e já soma, de acordo com a Agência da ONU para Refugiados (Acnur), cerca de 7,7 milhões de cidadãos que deixaram o país – o maior êxodo da história recente da América Latina.
Nesse cenário, cientistas políticos observam que o endosso de Washington pode acelerar negociações para eleições livres, mas também reavivar tensões geopolíticas com aliados de Maduro, como Rússia e Irã. Internamente, a oposição ainda precisa superar divisões para apresentar um plano de governo viável, ponto sublinhado por analistas do Instituto Brookings.
A agenda internacional de María Corina inclui reuniões no Parlamento Europeu e com organizações de direitos humanos. No Vaticano, ela conversou de surpresa com o papa Leão XVI, encontro confirmado em boletim oficial sem detalhes adicionais.

Embora sem cargo oficial, Trump continua figura influente no Partido Republicano e já sinalizou que a situação venezuelana será tema central de sua plataforma caso dispute a Casa Branca novamente.
No Brasil, a diáspora venezuelana concentra-se sobretudo em Roraima e Amazonas, pressionando serviços públicos locais. A crise também impacta Pernambuco, que recebeu mais de 6 mil imigrantes desde 2017, segundo dados do Ministério da Justiça.
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