Polêmica no concurso da Procuradoria do Recife expõe gestão
Polêmica no concurso da Procuradoria do Recife – A nomeação temporária de um candidato classificado em 63º lugar para vaga de pessoa com deficiência (PCD) provocou questionamentos sobre transparência e favoritismo na Prefeitura do Recife.
O caso ganhou repercussão após o vereador Eduardo Moura (Novo) apontar coincidências envolvendo o pai do nomeado, juiz que assumiu vara responsável por investigar a administração municipal e teria, em seguida, suspendido apurações contra o Executivo.
Nomeação sob suspeita
Embora a Lei 8.213/91 permita a reserva de vagas a PCDs, especialistas lembram que o procedimento exige laudo pericial e classificação específica.
A ausência de divulgação clara dos critérios alimentou críticas, levando oposicionistas a pedirem a instalação de uma CPI na Câmara. Segundo o Tribunal de Contas de Pernambuco, editais de concursos devem publicar ata completa de homologação justamente para evitar dúvidas semelhantes.
Impacto político para João Campos
O prefeito João Campos (PSB) minimizou o episódio, classificando-o como “narrativa eleitoral”, mas decidiu não liberar sua base para apoiar a CPI.
Analistas avaliam que a antecipação do debate sobre 2026 — estimulada por aliados desde 2023 — colocou o gestor em constante escrutínio. Cada decisão administrativa, como a do concurso da Procuradoria do Recife, torna-se munição política.
Dados do Atlas da Violência mostram que 81% dos eleitores consideram “transparência” requisito central na escolha de gestores, reflexo da crescente cobrança por integridade no setor público.
Renan Santos e a alternativa nacional
No cenário federal, o pré-candidato Renan Santos (Missão) tenta se firmar como terceira via frente à polarização entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Ele busca atingir, até julho, patamar que supere governadores como Tarcísio de Freitas, Romeu Zema, Ratinho Júnior e Ronaldo Caiado, todos ainda associados ao bolsonarismo.
Pesquisas da última semana mostram Renan oscilando entre 3% e 5% das intenções de voto; especialistas indicam que ele precisaria superar 10% para entrar nos debates televisivos e ganhar visibilidade nacional.
No Recife, a repercussão do concurso reforça o argumento de que transparência determinará a viabilidade de qualquer candidatura — local ou nacional.
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Crédito da imagem: Divulgação