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quarta-feira, fevereiro 25, 2026

Ausência de O Agente Secreto preocupa corrida ao Oscar

Ausência de O Agente Secreto preocupa corrida ao Oscar

Ausência de O Agente Secreto preocupa corrida ao Oscar – O thriller político brasileiro, que conquistou elogios de crítica em mostras internacionais, foi ignorado nas principais premiações da temporada, um sinal de alerta para a disputa pela estatueta em 2024.

A exclusão de “O Agente Secreto” das shortlists do Globo de Ouro, Critics Choice Awards e BAFTA acendeu debates entre analistas de cinema sobre as chances reais do longa representar o Brasil na cerimônia da Academia.

A importância das premiações pré-Oscar

Historicamente, filmes nomeados aos prêmios de dezembro e janeiro ganham visibilidade, ampliam orçamento de campanha e aumentam as probabilidades de indicação final. A ausência nas listas, portanto, reduz espaço na mídia e pode comprometer o alcance entre votantes, como mostra levantamento da Agência Nacional do Cinema (Ancine).

Entre 2013 e 2022, 78% dos indicados a Melhor Filme no Oscar estiveram antes no Globo de Ouro ou no BAFTA. Para produções estrangeiras, a correlação é semelhante: títulos como “Parasita” e “Drive My Car” construíram trajetória premiada antes de chegar à estatueta.

Onde o filme ainda pode ganhar fôlego

O diretor Marcos Paiva aposta em exibições estratégicas em Los Angeles e Nova York, principais praças de votantes. A distribuidora já agendou sessões comentadas com críticos e membros da Academia para a primeira quinzena de janeiro.

Outra frente é o investimento em marketing digital segmentado em redes sociais, prática que vem crescendo: segundo relatório da consultoria Omdia, os estúdios destinaram 32% a mais de verba para campanhas online na última temporada de premiações.

O que pesa contra e a favor do thriller brasileiro

Contra o filme, especialistas citam a concorrência de produções latino-americanas que chegaram às salas dos EUA com maior antecedência, além do gênero: thrillers políticos raramente dominam a categoria de Filme Internacional.

A favor, há a boa receptividade em festivais como Toronto – onde recebeu menção honrosa – e o fato de abordar temas universais como corrupção e liberdade de imprensa, narrativa valorizada pela Academia nos últimos anos.

Em entrevista coletiva, Paiva destacou que “as campanhas podem virar em poucas semanas” e citou “Cidade de Deus” como exemplo de longa ignorado no início da temporada e, depois, indicado a quatro Oscars.

No calendário, o próximo marco é o anúncio da lista de curta-metragens, documentários e filmes internacionais da Academia, previsto para 21 de dezembro. Caso “O Agente Secreto” avance, ganha nova sobrevida rumo às indicações finais de 23 de janeiro.

No encerramento da coletiva, a produtora reforçou que o orçamento adicional para divulgação já está liberado e que o elenco participará de eventos beneficentes em Los Angeles, estratégia utilizada com sucesso por filmes independentes.

Mesmo sem aparecer nos prêmios de pré-temporada, “O Agente Secreto” mantém a agenda ativa e tenta provar que pode furar a bolha dos blockbusters hollywoodianos.

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Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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