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quarta-feira, fevereiro 25, 2026

Acordo UE-Mercosul impulsiona exportações de Pernambuco

Acordo UE-Mercosul impulsiona exportações de Pernambuco

Acordo UE-Mercosul impulsiona exportações de Pernambuco – Aprovado pelo Conselho Europeu em 9 de janeiro e previsto para ser assinado em 17 de janeiro, o tratado cria a maior área de livre-comércio do planeta e promete reduzir tarifas que ainda encarecem as vendas externas do Estado.

Com acesso potencial a 780 milhões de consumidores, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-PE) avalia que o agronegócio, a indústria de alimentos e a logística pernambucanos devem ser os primeiros a colher resultados.

O que muda na pauta de exportação

Hoje, mangas, uvas, limões e derivados de petróleo respondem pelo grosso das vendas de Pernambuco à União Europeia, que somaram US$ 144,9 milhões em 2025, alta de 7,9% sobre 2024.

Com o acordo, a UE zerará tarifas sobre 92% dos produtos do Mercosul, abrindo espaço para ampliar a presença de itens regionais de maior valor agregado. Segundo dados do Ministério da Agricultura, frutas frescas representam 70% da pauta agro pernambucana, mas apenas 20% gozam atualmente de tarifa zero no bloco europeu.

Redução de custos nas importações

Do lado das compras externas, combustíveis, motores diesel e peças para veículos lideram as importações estaduais. A retirada gradual de alíquotas deve aliviar custos logísticos e energéticos de setores produtivos, reforçando a competitividade local.

No agro, a UE eliminará tarifas para 77% dos produtos do Mercosul de imediato. Artigos sensíveis, como carne bovina, entrarão em cotas ampliadas, enquanto açúcar e etanol terão isenção plena em até quatro anos.

Impacto econômico estimado

A Comissão Europeia projeta economia anual de 4 bilhões de euros em tarifas para companhias europeias. Na avaliação da Fecomércio-PE, empresas pernambucanas que já operam com padrões sanitários e ambientais europeus ganham vantagem, podendo escalar produção sem novos investimentos em certificações.

Especialistas apontam ainda que a presença do Porto de Suape e corredores logísticos consolidados pode transformar o Estado em hub de distribuição para o Nordeste, atraindo novos investimentos industriais.

A tendência é que micro e pequenas empresas também busquem acelerar a adequação de processos para aproveitar a janela de oportunidades criada pelo tratado. Programas de capacitação em comércio exterior e certificações internacionais, por exemplo, já são discutidos junto ao Senac e à Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco.

Para acompanhar a evolução do acordo e o desempenho das exportações locais, siga nossa editoria de Pernambuco.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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