Trump ameaça excluir Exxon de futuros negócios na Venezuela
Trump ameaça excluir Exxon de futuros negócios na Venezuela – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou que pode impedir a Exxon Mobil de participar de novos investimentos no setor de petróleo venezuelano. A declaração ocorreu em reunião a portas fechadas na Casa Branca, na última sexta-feira, depois que o CEO da companhia, Darren Woods, classificou o país sul-americano como “não investível”.
De acordo com assessores presentes, Trump teria considerado o comentário “engraçadinho demais” e ameaçou vetar a gigante energética de quaisquer iniciativas que envolvam possíveis mudanças no regime de sanções à Venezuela.
Entenda o embate com a petroleira
A Exxon Mobil é uma das maiores produtoras privadas de petróleo do mundo e tem histórico de operações na América Latina. Ainda assim, a empresa reduziu drasticamente a exposição na Venezuela após a estatização de projetos em 2007 e a intensificação das sanções dos EUA em 2019.
Segundo dados recentes da U.S. Energy Information Administration (EIA), o país detém as maiores reservas provadas de petróleo do planeta, mas opera hoje com pouco mais de um terço da capacidade registrada em 2013, reflexo da crise política e econômica.
Impactos para o setor de energia
A postura de Trump agrava a incerteza jurídica para conglomerados estrangeiros que cogitam voltar ao mercado venezuelano caso ocorram mudanças no governo de Nicolás Maduro ou flexibilização de sanções.
Analistas de mercado lembram que, apenas em 2022, investimentos globais em exploração e produção somaram cerca de US$ 499 bilhões, mas quase nada chegou à Venezuela. Qualquer novo bloqueio à Exxon, portanto, sinalizaria que a Casa Branca pretende usar o acesso ao país como ferramenta de pressão diplomática, afastando capitais privados mesmo em um cenário de eventual abertura.

Por ora, nem a Exxon Mobil nem o Departamento de Estado comentaram oficialmente a ameaça presidencial. Nos bastidores, a Casa Branca reforça que a decisão final dependerá “do comportamento das empresas e do interesse nacional”.
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Crédito da imagem: Divulgação / Casa Branca