Casal agredido em Porto de Galinhas relata frustração
Casal agredido em Porto de Galinhas — O empresário Cleiton Zanatta e o companheiro Jhonny Andrade, moradores de Tangará da Serra (MT), viajaram a Pernambuco para comemorar o 50º aniversário de Cleiton, mas terminaram espancados na praia de Porto de Galinhas, em Ipojuca, no sábado (27 de dezembro).
Segundo a vítima, até 14 barraqueiros participaram das agressões após o casal questionar o valor cobrado pelas cadeiras de praia. Todos os suspeitos já foram identificados pela Polícia Civil, que apura o caso como lesão corporal qualificada.
Como a confusão começou
De acordo com o depoimento, o casal havia chegado a Maceió no dia 20 de dezembro e seguiu para Porto de Galinhas quatro dias depois, onde pretendia finalizar as comemorações de aniversário. A discussão teve início quando Cleiton pediu nota fiscal e reclamou do preço informado pelo vendedor ambulante.
Em poucos minutos, o desentendimento atraiu comerciantes vizinhos que, armados com cadeiras e pedaços de madeira, cercaram os turistas. O resgate foi feito por salva-vidas, que levaram as vítimas a um posto de saúde local antes da transferência para uma unidade particular no Recife.
Investigação e histórico de ocorrências
O Setor de Inteligência da Secretaria de Defesa Social (SDS) coordena as oitivas das testemunhas e analisa imagens de câmeras da orla. Em 2024, a SDS registrou 122 casos de lesão corporal em áreas turísticas do litoral sul, queda de 18 % em relação ao ano anterior, mas situações envolvendo cobrança abusiva ainda preocupam o trade local. Veja detalhes no portal oficial da SDS-PE.
Especialistas em segurança apontam que divergências sobre preços são gatilho comum para conflitos em praias nordestinas. O Procon-PE orienta que consumidores exijam tabela visível de preços e, se necessário, acionem a polícia ou o próprio órgão fiscalizador.

Após o episódio, prefeituras de outras cidades turísticas — como Balneário Camboriú (SC) — ofereceram hospedagem gratuita ao casal, que pretende retomar as férias quando se sentir seguro. “O sonho virou pesadelo, mas queremos voltar a Pernambuco um dia e viver a experiência de forma positiva”, disse Cleiton.
Para acompanhar o andamento da investigação e outras ocorrências policiais, acesse nossa editoria de Segurança.
Crédito da imagem: Divulgação