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quarta-feira, fevereiro 25, 2026

Protestos no Irã aumentam pressão interna e externa

Protestos no Irã aumentam pressão interna e externa

Protestos no Irã aumentam pressão interna e externa – A recente sequência de manifestações contra o governo do aiatolá Ali Khamenei recolocou o país persa no centro das atenções globais. Sem sinais de recuo, a repressão oficial já deixou cerca de 200 mortos, de acordo com a ONG Iran Human Rights.

O clima de insatisfação ganhou força com a deterioração econômica, agravada por sanções internacionais que afetam a renda da população. Ainda assim, especialistas lembram que o descontentamento vai além da crise financeira, envolvendo reivindicações por liberdade política e direitos civis.

Onda de manifestações e resposta do governo

Nas principais cidades iranianas, estudantes e trabalhadores voltaram às ruas reivindicando reformas e a queda de restrições impostas pelo regime. A polícia moral e as forças de segurança têm usado munição real e prisões em massa para sufocar os atos, informou a Iran Human Rights.

A tática repressiva, porém, vem surtindo efeito contrário, alimentando novas mobilizações e ampliando a visibilidade dos protestos nas redes sociais, apesar dos bloqueios impostos às plataformas.

Interferência externa e riscos geopolíticos

No campo internacional, os Estados Unidos intensificaram a retórica contra Teerã. O ex-presidente Donald Trump chegou a sinalizar sanções adicionais e não descartou “todas as opções” sobre a mesa, rememorando crises como a da Venezuela.

Analistas alertam que qualquer operação militar traria consequências regionais de larga escala, sobretudo para Israel e para rotas de energia no Golfo Pérsico. Segundo dados da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), o Irã responde por cerca de 4% da produção global de petróleo, o que pode afetar preços internacionais.

Impacto na população e perspectivas

A inflação superior a 40%, conforme estimativa do Fundo Monetário Internacional (FMI), corrói salários e agrava o desemprego, que já atinge um em cada cinco jovens. Para especialistas, a combinação de crise econômica e repressão cria terreno fértil para novas ondas de protesto.

Apesar da pressão interna, observadores não veem, por ora, forças políticas organizadas capazes de promover transição democrática. No front externo, países europeus defendem diálogo multilateral, temendo escalada bélica em uma região estratégica.

O futuro imediatíssimo depende de dois fatores: a capacidade do governo de conter manifestações sem gerar ainda mais mártires e o grau de envolvimento de potências estrangeiras. Até lá, a população segue dividida entre a esperança de reformas e o receio de um conflito ampliado.

No site Pernambuco Conectado você encontra cobertura constante sobre geopolítica e conflitos internacionais; para acompanhar outras análises, visite nossa editoria Mundo.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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