Morte do tio de Suzane von Richthofen é investigada pela polícia
Morte do tio de Suzane von Richthofen é investigada como suspeita – Miguel Abdalla, 67 anos, foi encontrado sem vida na manhã da última sexta-feira (24 de novembro) em seu apartamento no interior de São Paulo. A Polícia Civil registrou a ocorrência como “morte suspeita” e aguarda o laudo necroscópico do Instituto Médico Legal (IML) para definir a causa do óbito.
Abdalla era irmão de Marísia von Richthofen, mãe de Suzane, condenada em 2006 pelo assassinato dos pais em um dos casos policiais de maior repercussão no País.
Circunstâncias do óbito
O corpo foi localizado por funcionários que chegaram ao imóvel para serviços de manutenção. Segundo o boletim de ocorrência, a porta estava trancada por dentro e não havia sinais de arrombamento.
Equipes da perícia recolheram objetos próximos ao corpo que podem ajudar a esclarecer se houve participação de terceiros ou possível autolesão. Nos primeiros levantamentos, os peritos não descartaram nenhuma hipótese.
No Brasil, 20,7% dos registros de mortes violentas em 2022 permaneceram “sem causa determinada”, de acordo com o Atlas da Violência 2023, do Ipea. O dado reforça a importância de perícias detalhadas para classificação correta dos casos.
Investigação e próximos passos
Agentes do 1º Distrito Policial de Campinas colheram depoimentos de vizinhos e familiares. Câmeras de segurança do prédio estão sendo analisadas para verificar a movimentação no corredor e na garagem nas 24 horas anteriores ao fato.
O laudo preliminar do IML deve ficar pronto em até dez dias e indicará se havia lesões compatíveis com luta corporal ou uso de arma. Caso se confirme a presença de terceiros, o inquérito será reclassificado para homicídio.

A família Abdalla, tradicional no setor industrial, preferiu não comentar a investigação. Já a defesa de Suzane von Richthofen informou que ela “não mantém contato próximo” com tios maternos desde que deixou o regime fechado.
As próximas etapas incluem análise toxicológica e possíveis quebras de sigilo telefônico. O delegado responsável afirmou que “todo caso de morte não natural deve ser tratado com cautela até prova em contrário”.
No encerramento do boletim, a Polícia Civil reforçou que novas informações serão divulgadas somente após a conclusão dos laudos periciais.
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