Turista mordida por tubarão em Noronha: o que se sabe
Turista mordida por tubarão em Noronha: o que se sabe – O ataque registrado na sexta-feira (9 de janeiro) deixou a advogada Tayane Dalazen, 36 anos, ferida na perna durante um mergulho de apneia em Fernando de Noronha.
Ela estava acompanhada de duas amigas e do guia de turismo Erivaldo “Nego Noronha” Silva quando o tubarão-lixa se prendeu ao membro inferior da visitante.
Área do ataque é ponto conhecido por avistar tubarões
O incidente ocorreu em frente à Associação dos Pescadores, no Porto de Santo Antônio, zona com forte presença de animais marinhos e bastante procurada para observação de tubarões.
Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), mergulhos recreativos nesse trecho exigem atenção redobrada por causa da oferta natural de alimento que atrai diferentes espécies.
Comportamento do tubarão-lixa e fatores de risco
O tubarão-lixa (Ginglymostoma cirratum) costuma ser pacífico, mas pode reagir a estímulos bruscos. Testemunhas relataram que, segundos antes da mordida, um mergulhador tocou o animal com a câmera, gesto que pode ter desencadeado a reação.
Dados do ICMBio indicam quatro registros de incidentes envolvendo tubarão-lixa em Noronha entre 2020 e 2023, todos sem vítimas fatais.
Socorro rápido e quadro de saúde da vítima
Após o ataque, o guia acertou socos no animal até que ele largasse a perna de Tayane. A amiga Caroline Pereira, médica dermatologista, fez a limpeza inicial da ferida ainda no píer.
Em seguida, a advogada foi levada ao Hospital São Lucas, onde recebeu curativo, vacina antitetânica e alta médica no mesmo dia. Até o momento, a recuperação evolui sem complicações.

Investigação e possíveis restrições de mergulho
O ICMBio abriu procedimento interno para apurar as circunstâncias e avaliar se práticas irregulares de alimentação de tubarões têm ocorrido no Porto de Santo Antônio. Entre as medidas consideradas está a suspensão temporária do mergulho de apneia no local.
Guias credenciados também poderão passar por reciclagem obrigatória de normas de aproximação, ampliando a segurança dos visitantes.
No momento, a orientação oficial é evitar contato físico com a fauna marinha e manter distância mínima de dois metros de qualquer tubarão-lixa.
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Crédito da imagem: Divulgação