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domingo, fevereiro 22, 2026

Briga em Porto de Galinhas: turistas agredidos após cobrança

Briga em Porto de Galinhas: turistas agredidos após cobrança

Briga em Porto de Galinhas: turistas agredidos após cobrança – No último sábado (27 de dezembro), um casal de empresários de Mato Grosso denunciou ter sido espancado por barraqueiros após contestar um acréscimo de R$ 30 no aluguel de cadeiras e guarda-sol na praia de Porto de Galinhas, em Ipojuca, Litoral Sul de Pernambuco.

Imagens feitas por frequentadores mostram os turistas Johnny Andrade e Cleiton Zanatta levando socos e chutes depois de se recusarem a pagar R$ 80, valor que, segundo eles, não havia sido combinado.

O que motivou o conflito

De acordo com o relato das vítimas, o acordo inicial com um atendente da Barraca da Maura previa pagamento de R$ 50, caso não houvesse consumo de petiscos. Ao fim do dia, o preço teria subido para R$ 80 sem aviso.

Já o garçom Erivaldo dos Santos sustenta que a cobrança seguiu o cardápio: R$ 20 por cadeira e R$ 20 pelo guarda-sol. Ele afirma ter recebido um “mata-leão” de um dos turistas antes de os colegas intervirem.

O funcionário também declarou que o casal consumiu duas águas-de-coco e usou três cadeiras, o que justificaria a tarifa. O atendente que fechou o acordo inicial não foi localizado.

Investigação e medidas adotadas

Com ferimentos no rosto, Johnny foi atendido na UPA de Porto de Galinhas e liberado no mesmo dia. Antes do socorro médico, os dois prestaram queixa na Delegacia de Porto de Galinhas.

Na segunda-feira (29), a Polícia Civil intimou 14 pessoas a depor e a prefeitura interditou a Barraca da Maura por sete dias, afastando preventivamente os envolvidos. A administração municipal prometeu reforçar a fiscalização para coibir venda casada e consumação mínima.

Casos de lesão corporal em ambientes turísticos não são isolados. Segundo o Atlas da Violência 2024, episódios de agressão em locais de lazer costumam crescer na alta temporada, quando o fluxo de visitantes aumenta e há maior disputa por espaço e serviços.

Direitos do consumidor e orientações

O Procon-PE lembra que práticas como aumento de preço sem informação prévia violam o artigo 6º do Código de Defesa do Consumidor. Em caso de cobrança abusiva, o cliente deve exigir nota fiscal, registrar ocorrência e acionar o órgão fiscalizador.

Para evitar transtornos, especialistas sugerem combinar valores por escrito ou fotografar o cardápio, além de pedir recibos de todos os gastos. Em situações de risco, a orientação é procurar imediatamente a Guarda Municipal ou ligar para o 190.

Para mais detalhes e outras ocorrências, acesse nossa editoria de Polícia.


Crédito da imagem: Reprodução/TV Globo

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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