Selton Mello conta fase difícil e portas fechadas
Selton Mello conta fase difícil e portas fechadas – Conhecido por papéis marcantes no cinema e na televisão, o ator revelou que, no início dos anos 2000, quase abandonou a profissão após ver os convites de trabalho simplesmente desaparecerem.
Durante o intervalo forçado, ele chegou a cogitar morar fora do País e mudar de área, mas preferiu investir em cursos de atuação e direção, esperando uma nova oportunidade.
Ascensão interrompida no início dos anos 2000
Selton explicou que a fase de escassez veio logo depois do sucesso de “O Auto da Compadecida”. Segundo ele, o mercado audiovisual passava por forte retração, com a produção de longas-metragens caindo 35% entre 2001 e 2003, de acordo com dados da Agência Nacional do Cinema (Ancine).
Sem projetos, o artista utilizou a pausa para estudar roteiro e direção, habilidades que mais tarde o ajudariam a assumir as séries “Sessão de Terapia” e “O Mecanismo”.
Retomada da carreira e projeção internacional
A virada aconteceu em 2004, com o papel no filme “Lisbela e o Prisioneiro”. A boa repercussão abriu portas para participações em produções internacionais, onde contracenou com nomes como Jack Black e Paul Rudd.
Hoje, com mais de três décadas de carreira, Selton Mello soma prêmios nacionais e indicações em festivais estrangeiros, reforçando a importância da qualificação contínua para artistas brasileiros que enfrentam instabilidades do mercado.

O ator também destacou que a consolidação das plataformas de streaming ampliou as oportunidades para profissionais do audiovisual, permitindo que produções nacionais alcancem público global.
No encerramento da entrevista, ele aconselhou jovens intérpretes a diversificar competências e manter perseverança mesmo diante de portas fechadas.
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Crédito da imagem: Divulgação