Lula e Petro condenam ataque dos EUA à Venezuela
Lula e Petro condenam ataque dos EUA à Venezuela – na última quinta-feira (8 de janeiro), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu uma ligação do colombiano Gustavo Petro para tratar da ofensiva norte-americana que resultou na captura de Nicolás Maduro.
Em nota conjunta, os chefes de Estado classificaram a ação como violação ao direito internacional, à soberania venezuelana e aos princípios da Carta da ONU, alertando para o risco de instabilidade em toda a América do Sul.
Alerta sobre precedente perigoso
Segundo o comunicado divulgado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência, os dois líderes destacaram que o uso da força cria um precedente “extremamente perigoso” para a paz regional.
A nota também reforçou a preferência por negociações pacíficas, citando a necessidade de “respeito à vontade do povo venezuelano” e ao processo democrático do país, em consonância com a Carta das Nações Unidas.
Cooperação e ajuda humanitária
Lula informou a Petro que o Brasil enviou 40 toneladas de insumos e medicamentos destinados a pacientes renais venezuelanos, depois que um centro de abastecimento foi danificado durante a ofensiva.
Os presidentes lembraram ainda que Brasil e Colômbia já acolhem “importantes contingentes” de migrantes venezuelanos e se comprometeram a manter a coordenação humanitária para reduzir impactos sociais na região.

Contexto adicional e números de referência
Estimativas da Agência da ONU para Refugiados (Acnur) indicam que mais de 7 milhões de venezuelanos deixaram o país desde 2015, sendo cerca de 500 mil acolhidos no Brasil e 2,9 milhões na Colômbia.
Especialistas em direito internacional lembram que intervenções sem aval do Conselho de Segurança violam o art. 2º, §4º da Carta da ONU, que proíbe o uso da força contra a integridade territorial ou independência política de qualquer Estado.
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