Ato em defesa da democracia no Rio rejeita anistia
Ato em defesa da democracia no Rio – Na última quinta-feira (8 de janeiro), centrais sindicais e movimentos sociais lotaram a Cinelândia, no Centro do Rio de Janeiro, para lembrar os três anos dos ataques de 8 de janeiro de 2023 e reiterar a rejeição a qualquer anistia aos envolvidos.
O ato reuniu trabalhadores de diferentes categorias, representantes de partidos políticos e coletivos estudantis, todos sob o mote “Sem anistia para golpistas”.
Cinelândia volta a ser palco de mobilização
Líderes sindicais classificaram a data como alerta permanente contra rupturas institucionais. Sandro César, presidente da CUT-RJ, afirmou que a prisão de ex-autoridades “ensina às futuras gerações que violar a Constituição tem consequências”.
José Ferreira, que dirige o Sindicato dos Bancários do Rio, disse que o veto presidencial à chamada “dosimetria” representa uma primeira vitória, mas advertiu que o tema voltará ao Congresso. “Precisamos manter pressão popular para impedir qualquer perdão disfarçado”, declarou.
Condenações avançam e debate sobre punição continua
Dados atualizados pelo Supremo Tribunal Federal indicam 1.399 condenados pelos atos antidemocráticos, 179 deles ainda presos. Entre os sentenciados estão o ex-presidente Jair Bolsonaro, 28 integrantes de seu governo e cinco ex-comandantes da Polícia Militar do Distrito Federal.
Especialistas ressaltam que a responsabilização de autoridades é crucial para reduzir a reincidência de crimes contra a ordem política. Levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que episódios de violência política cresceram 23 % entre 2018 e 2024, evidenciando a necessidade de vigilância constante.
Para militantes como João Pedro, do movimento Juntos, a mobilização precisa ir além da resistência: “É hora de apresentar saídas que fortaleçam a democracia e combatam a radicalização de extrema-direita”.

Organizadores anunciaram nova agenda de debates sobre educação política em escolas e sindicatos ao longo de 2026, enfatizando que a campanha “Sem anistia” permanecerá até o fim da tramitação de propostas no Legislativo.
No encerramento, os presentes entoaram coros em defesa do Estado Democrático de Direito e exigiram celeridade no julgamento de recursos pendentes.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil