Filme O Agente Secreto usa 200 figurantes e 169 carros
Filme O Agente Secreto – rodado em 30 locações do Recife, São Paulo e Brasília – mobilizou 200 figurantes e 169 veículos de colecionadores para reconstruir o Brasil de 1977, período da ditadura militar.
Estrelado por Wagner Moura e dirigido por Kleber Mendonça Filho, o longa concorre a três categorias do Globo de Ouro e soma mais de 1 milhão de espectadores nos cinemas nacionais.
Recife vira cenário e personagem
Parque Treze de Maio, Cinema São Luiz, pontes sobre o Capibaribe e o Ginásio Pernambucano aparecem em cenas que mostram a capital como um retrato vivo da década de 1970.
Para garantir realismo, postes modernos foram retirados digitalmente, fachadas receberam pintura envelhecida e bicicletas compartilhadas saíram de cena. A produção dedicou 50 diárias em dez semanas para concluir as filmagens.
Detalhes técnicos e impacto econômico
As câmeras Alexa 35 equipadas com lentes anamórficas da Panavision, vindas de Los Angeles, deram ao filme o visual granulado típico da época. A escolha reforça tendência apontada em dados da Ancine, que mostram aumento de 18% em produções de período histórico desde 2020.
Segundo a Vitrine Filmes, o set gerou cerca de 800 empregos diretos e indiretos em Pernambuco, movimentando setores de hospedagem, alimentação e transporte de veículos antigos – 41 deles fuscas preservados por colecionadores.

A colaboração do Governo de Pernambuco, Prefeitura do Recife e Universidade Federal de Pernambuco permitiu o fechamento de vias e a utilização de prédios históricos, como o antigo Aeroporto dos Guararapes e o Instituto de Medicina Legal.
No pós-lançamento, pontos turísticos ganharam nova visibilidade. O tradicional Chá Mate Brasília, no bairro de Santo Antônio, virou atração para fãs depois de adaptar a decoração e criar um sabor inspirado no roteiro.
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Crédito da imagem: Divulgação / TV Globo