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segunda-feira, fevereiro 23, 2026

Famosas que enfrentaram o machismo: Astrid e Ana Maria

Famosas que enfrentaram o machismo: Astrid e Ana Maria

Famosas que enfrentaram o machismo – Relatos recentes de Astrid Fontenelle, Ana Maria Braga, Bruna Lombardi e outras celebridades voltaram a pôr em evidência episódios de discriminação de gênero vividos por mulheres na TV e fora dela.

As histórias, contadas em entrevistas e redes sociais, ajudam a quantificar o que ainda é rotina no país: segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, uma em cada quatro brasileiras sofreu algum tipo de violência em 2022.

Casos que ganharam repercussão

Astrid Fontenelle lembrou ter sido desacreditada por chefes homens no início da carreira, quando sugeria pautas consideradas “pouco femininas”.

Já Ana Maria Braga revelou ter recebido negativas de patrocinadores por “não combinar” com produtos antes direcionados apenas ao público masculino. Em comum, ambas demonstram que o preconceito vai além de atitudes individuais: ele se estrutura em toda a cadeia de produção televisiva.

Números mostram a dimensão do problema

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública indica que 18,6 milhões de brasileiras foram vítimas de violência em 2022; 66% das agressões ocorreram dentro de casa, contexto em que o machismo estrutural se expressa de forma mais violenta. Os dados oficiais podem ser conferidos no site do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Para especialistas, depoimentos de figuras públicas funcionam como alerta e incentivo à denúncia. O Ligue 180, canal federal de apoio à mulher, registrou mais de 105 mil queixas somente no primeiro semestre de 2023, um aumento de 32% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Como romper o ciclo

ONGs e órgãos governamentais recomendam buscar informação e apoio em caso de violência ou discriminação. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo 180, pelas Delegacias da Mulher ou aplicativos como o “SOS Mulher” (disponível para Android e iOS).

No ambiente corporativo, códigos de conduta, treinamentos de diversidade e canais internos de ouvidoria são caminhos para prevenir episódios de machismo, reforçam especialistas em compliance.

Depoimentos de Astrid, Ana Maria e outras artistas mostram que o combate ao machismo passa por voz ativa, educação e políticas públicas.

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Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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