Aumento de casos de gripe? Médicos explicam cenário
Aumento de casos de gripe? Médicos explicam cenário – A percepção de que “todo mundo está gripado” ganhou força nas últimas semanas, especialmente depois das confraternizações de fim de ano.
Embora os boletins da Secretaria de Saúde do Recife e da Secretaria Estadual de Saúde indiquem números estáveis, pneumologistas observam um crescimento pontual de atendimentos por gripe, atribuído a aglomerações típicas desse período.
Confraternizações impulsionam transmissões
Para o pneumologista Isaac Secundo, do Real Hospital Português, o problema está menos nos vírus e mais no comportamento social: encontros prolongados, ambientes fechados e abraços favorecem a contaminação.
Segundo ele, os mesmos vírus respiratórios seguem em circulação; o que muda é a exposição simultânea de muitas pessoas. Dados da Fundação Oswaldo Cruz mostram que a taxa de transmissão da influenza costuma subir quando há aumento de contatos próximos.
Sintomas intensos, mas sem novos vírus
O chefe da Pneumologia do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, Alfredo Leite, confirma quadros mais fortes de febre e cansaço, compatíveis com a variante H3N2, popularmente chamada de “gripe K”.
Mesmo assim, ele ressalta que os casos continuam tratáveis com oseltamivir e, principalmente, evitáveis pela vacina anual — disponível gratuitamente para grupos prioritários na rede pública.
Números oficiais permanecem dentro do esperado
A Sesau-Recife registra cerca de 170 notificações leves de síndrome gripal por semana, abaixo da média anual, enquanto as internações por síndrome respiratória aguda grave seguem próximas de 40 casos semanais.

No âmbito estadual, 7.317 ocorrências graves foram notificadas em 2025, com pico já superado na 23ª semana epidemiológica. Até o momento não há amostras positivas para o subclado “K” em Pernambuco, segundo o Lacen-PE.
Especialistas reforçam medidas simples de prevenção: manter a vacinação em dia, higienizar as mãos, ventilar ambientes e procurar atendimento médico se surgirem sinais de alerta, como falta de ar ou febre persistente.
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