Maduro e esposa se ferem ao tentar fugir de militares dos EUA
Maduro e esposa se ferem ao tentar fugir de militares dos EUA – O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a primeira-dama, Cilia Flores, sofreram hematomas na cabeça enquanto buscavam refúgio durante uma ação da Força Delta dos Estados Unidos que teria resultado na captura do casal, no último sábado (3), informou a rede CNN.
De acordo com a emissora, os dois bateram contra uma viga de concreto depois de entrarem às pressas em um bunker improvisado dentro do Palácio de Miraflores, em Caracas. A operação, ainda não confirmada oficialmente pela Casa Branca, teria contado com apoio de informantes venezuelanos.
Como ocorreu a operação
Fontes citadas pela CNN relataram que cerca de 40 militares norte-americanos desembarcaram em helicópteros Black Hawk nos jardins do palácio por volta das 5h da manhã. A ação teria durado menos de 20 minutos, tempo suficiente para localizar Maduro e Flores, que tentavam se esconder em um compartimento subterrâneo.
O canal norte-americano afirmou que os agentes prestaram primeiros socorros ao casal antes de encaminhá-los para uma base militar colombiana. Procurada, a Organização das Nações Unidas não comentou o episódio, mas mantém atualização constante sobre a situação humanitária no país sul-americano em seu site oficial.
Contexto e impacto regional
Maduro está no poder desde 2013 e, segundo a ONU, enfrenta acusações de violações de direitos humanos e restrições políticas. O Alto Comissariado para Refugiados (ACNUR) estima que, até agosto de 2023, mais de 7,7 milhões de venezuelanos deixaram o país por causa da crise econômica e social.
Além disso, o Departamento de Estado dos EUA mantém desde 2020 uma recompensa de até US$ 15 milhões por informações que levem à prisão do líder venezuelano, acusado de narcoterrorismo em território norte-americano. Analistas afirmam que a eventual captura de Maduro pode desencadear novas movimentações diplomáticas na América Latina.

Enquanto Caracas segue em alerta, governos de países vizinhos reforçaram a segurança nas fronteiras para evitar uma possível onda migratória. Já especialistas em direito internacional projetam debates sobre soberania e intervenções estrangeiras no continente.
Com o episódio, opositores venezuelanos voltaram a pedir a convocação de eleições livres supervisionadas por organismos internacionais. Até o momento, o Ministério da Comunicação da Venezuela não se pronunciou oficialmente.
No Brasil, o Itamaraty acompanha o caso e aguarda confirmação de Washington. Para mais notícias sobre o cenário internacional, acompanhe nossa editoria Mundo.
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