EUA e Venezuela firmam acordo para exportar petróleo
EUA e Venezuela firmam acordo para exportar petróleo – Na última terça-feira (6), o governo dos Estados Unidos confirmou que a administração interina da Venezuela autorizou o envio de 30 a 50 milhões de barris ao mercado norte-americano.
De acordo com Washington, o combustível será comercializado a preço internacional, mas o fluxo de pagamentos ficará sob supervisão direta dos EUA, medida que atende às sanções financeiras vigentes contra o país sul-americano.
Como funcionará a transação
O trato permite que petroleiros carregados em portos venezuelanos sigam para refinarias norte-americanas, começando ainda neste semestre. Segundo interlocutores do Departamento de Estado, o volume inicial cobre cerca de três dias de consumo dos EUA, que importam em média 6,1 milhões de barris diários, de acordo com a Administração de Informação de Energia (EIA).
Todo o dinheiro obtido pela venda será depositado em conta controlada pelos EUA e destinado a projetos humanitários na Venezuela, conforme exigem as restrições impostas a Caracas desde 2019.
Impacto político e econômico
Para a Casa Branca, a importação de petróleo venezuelano amplia a diversificação da oferta em meio às tensões globais no setor de energia. Analistas lembram que, apesar das sanções, o país caribenho detém as maiores reservas comprovadas do mundo, estimadas em 303 bilhões de barris.
Já o governo interino de Caracas vê na operação uma oportunidade de injetar recursos em programas sociais e sinalizar abertura para futuras tratativas comerciais, desde que não violem as penalidades internacionais.

Embora o acordo não altere imediatamente o preço nas bombas brasileiras, flutuações no mercado global costumam refletir, com atraso, no valor do diesel e da gasolina distribuídos pela Petrobras.
No cenário geopolítico, observadores apontam que a aproximação pode reduzir a dependência dos EUA de fornecedores do Oriente Médio, ao passo que pressiona o governo venezuelano a avançar em negociações democráticas internas.
Para mais análises sobre os desdobramentos internacionais deste acordo, acompanhe nossa editoria Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação