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domingo, fevereiro 22, 2026

Milton Cunha deixa RJ1 após propaganda para Lula

Milton Cunha deixa RJ1 após propaganda para Lula

Milton Cunha deixa RJ1 após propaganda para Lula – O carnavalesco e comentarista foi retirado do quadro “Enredo e Samba”, exibido no telejornal RJ1 da TV Globo, depois de participar de uma peça publicitária em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A decisão, segundo fontes internas da emissora, foi comunicada na última semana de maio e já vale para as próximas edições do noticiário fluminense.

Por que a Globo decidiu afastar o comentarista

Conforme o manual interno de conduta da Globo, profissionais contratados não podem aparecer em campanhas de natureza político-partidária, mesmo fora do período eleitoral. A participação de Milton Cunha no vídeo de apoio ao presidente violaria essa diretriz, segundo a emissora.

Embora a lei eleitoral restrinja propagandas apenas durante o pleito, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mantém orientações sobre publicidade antecipada e uso de imagem de personalidades. A Globo se ampara nessas recomendações para reforçar sua política de neutralidade editorial.

Impacto na carreira e histórico na emissora

Milton Cunha, de 61 anos, colaborava com o RJ1 desde 2017, explicando detalhes de enredos e bastidores do carnaval carioca. Ele seguirá atuando como comentarista da transmissão dos desfiles na Marquês de Sapucaí, mas só a partir de 2025, quando o contrato atual for reavaliado.

Em nota divulgada por sua assessoria, o carnavalesco declarou que “não houve intenção de ferir qualquer regra” e que pretende “manter o diálogo” com a emissora.

Regras de neutralidade x liberdade de expressão

Especialistas em direito eleitoral lembram que funcionários de veículos de comunicação têm liberdade individual para apoiar candidatos, porém a exposição pública pode trazer conflitos de interesse. A advogada eleitoralista Carla Machado explica que empresas de mídia optam por códigos próprios para “proteger a credibilidade e evitar questionamentos jurídicos”.

O caso reacende o debate sobre limites entre expressão pessoal e imagem corporativa, assunto que ganhou força nas eleições de 2022, quando influenciadores foram investigados por propaganda irregular.

No fim de março, levantamento do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística mostrou que 68% dos brasileiros concordam que jornalistas devem evitar manifestações partidárias em redes sociais, percentual que salta para 74% entre telespectadores regulares de jornalismo televisivo.

Enquanto Milton Cunha negocia seu retorno, o quadro “Enredo e Samba” será mantido com reportagens especiais e convidados rotativos, segundo a produção do RJ1.

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Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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