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domingo, fevereiro 22, 2026

Gustavo Petro diz que pode pegar em armas após fala de Trump

Gustavo Petro diz que pode pegar em armas após fala de Trump

Gustavo Petro diz que pode pegar em armas após fala de Trump – na última segunda-feira (5), o presidente da Colômbia afirmou que, se for preciso, voltará a empunhar fuzil para garantir a soberania nacional.

Em postagens na rede X, o mandatário também determinou que as Forças Armadas “atirem contra o invasor” e advertiu que comandantes relutantes “devem deixar a corporação”.

O que motivou a declaração

O posicionamento inflamado veio depois que o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou possíveis ações militares unilaterais caso considere que o governo colombiano “não controle o narcotráfico”.

Petro classificou a retórica de Trump como “ameaça direta” e lembrou que a Constituição colombiana prevê a defesa armada do território. Segundo ele, qualquer incursão estrangeira será tratada como ato de guerra.

Repercussão internacional e histórico de tensão

O Ministério das Relações Exteriores colombiano informou que requisitará explicações formais à representação norte-americana em Bogotá. Organizações multilaterais, como a ONU, já alertaram para o risco de escalada na região — em 2023, o país registrou redução de 8% nos confrontos armados, aponta relatório das Nações Unidas.

Especialistas em segurança lembram que Petro integrou a guerrilha M-19 antes do acordo de paz de 1990. “Ele fala com a autoridade de quem já esteve no front”, observa a cientista política Laura Gil. O professor de Relações Internacionais Daniel Mejía acrescenta que a cooperação antidrogas entre EUA e Colômbia responde por cerca de US$ 460 milhões anuais, verba que poderá ser revista em clima de hostilidade.

Até o momento, Washington não emitiu nota oficial. Analistas projetam que o governo de Joe Biden, rival político de Trump, tentará distanciar-se da polêmica para não comprometer a agenda bilateral sobre mudança climática e migração.

Em paralelo, o Congresso colombiano convocou sessão extraordinária para discutir mecanismos legais de proteção fronteiriça e a possibilidade de acionar o Tribunal Internacional de Justiça caso haja incursão externa.

No desenrolar dessa crise diplomática, o mundo acompanhará se a Colômbia optará pela via militar ou fortalecerá a negociação multilateral. Para seguir atualizado sobre tensões internacionais, visite nossa editoria de Mundo.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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