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segunda-feira, fevereiro 23, 2026

Piso do magistério 2026: reajuste de 0,37% gera pressão ao MEC

Piso do magistério 2026: reajuste de 0,37% gera pressão ao MEC

Piso do magistério 2026: reajuste de 0,37% gera pressão ao MEC – A projeção divulgada no fim de dezembro pelo Ministério da Educação aponta correção de apenas 0,37% no piso salarial nacional dos professores para 2026, índice que vem provocando forte reação de sindicatos e parlamentares.

Caso o percentual seja confirmado, o valor mínimo pago a docentes em início de carreira passará de R$ 4.867,77 para R$ 4.885,78, aumento nominal de R$ 18,01.

Entidades cobram nova fórmula de cálculo

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) pediu audiência com o ministro Camilo Santana e defende a retomada do Fórum do Piso, paralisado desde 2025.

Para o sindicato, manter o atual modelo, que usa a variação do Valor Aluno Ano do Fundeb (VAAF), inviabiliza a recomposição inflacionária. Em 2024, por exemplo, o reajuste foi de 3,62%, inferior ao IPCA acumulado, e em 2021 não houve aumento.

Fundeb cresce, mas repasse ao salário não acompanha

Portaria Interministerial nº 14/2025 projeta que o Fundeb chegará a R$ 370,3 bilhões em 2026, 8,54% acima do exercício anterior. Desse total, R$ 69,2 bilhões serão da complementação da União.

Apesar da alta no fundo, o impacto no VAAF foi mínimo, resultando na correção de 0,37%. Especialistas ouvidos por entidades de classe defendem regras que considerem, além do VAAF, indicadores de inflação e de carreira.

Pressão política no Congresso

A Frente Parlamentar Mista da Educação, composta por mais de 200 deputados e senadores, classificou o índice como “incapaz de recompor perdas” e prometeu atuar para que o Executivo revise o cálculo.

Nos bastidores, deputados falam em alterar a Lei nº 11.738/2008 ou instituir gatilhos de correção automática acima da inflação. Já a CNTE não descarta a edição de medida provisória para garantir ganho real.

Comparativo recente de reajustes

• 2022: 33,24%
• 2023: 14,95%
• 2024: 3,62%
• 2026 (projeção): 0,37%

A queda progressiva reforça a insatisfação da categoria, que teme novo congelamento em 2027, quando parte dos recursos do Fundeb passará a financiar matrículas em tempo integral.

Em nota, o MEC informou que “mantém diálogo aberto” e estuda metodologia que garanta “valorização efetiva dos profissionais”. Mais detalhes sobre a proposta podem ser acompanhados no portal oficial do Ministério da Educação.

O debate deve avançar nas próximas semanas, já que Estados e municípios precisam conhecer o percentual final até o fim do primeiro trimestre para planejar os orçamentos da educação básica.

Para acompanhar outras pautas do setor educacional, visite nossa editoria de Educação.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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